Cor da Pele: Mel - Sugestão de Filme



Adoção internacional, amor e arte são os temas desse documentário emocionante.
Este documentário autobiográfico misto de animação, conta a história de Jung (que é também o diretor e animador do filme) e sua história de adoção.
O menino coreano, adotado por uma família belga aos 5 anos, narra todas as dificuldades que teve ao mudar de vida, perder suas raízes asiáticas e desaprender seu idioma natal, além dos conflitos diários na nova família e o que não ficou resolvido no passado.
O filme menciona também que seria uma "moda" na época adotar órfãos coreanos vindos de famílias vítimas da Guerra da Coréia. O narrador inclusive cita que ter um coreano em casa era como se fosse o carro do ano, e que inclusive foi devolvido por ter uma marca na face pela primeira família que passou.
São essas reflexões, com um roteiro e arte de primeira que fazem com que o filme seja uma experiência única pensarmos o quão profundo pode ser um rompimento de laços ou a falta de informação sobre nosso passado.

Vale a pena assistir!

Ficha técnica: Cor da Pele: Mel
Título Original: Coleur de Peau: Miel
Ano: 2012
Diretores:
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Escritores:
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Família da Cor do Amor - Por Rosi Prigol




É uma honra compartilharmos a história desse exemplo de mulher incansável na luta pelo direito das crianças e adolescentes. Rosi é presidente do Instituto Amigos de Lucas, responsável pelo encontro de diversas famílias através da adoção e uma inspiração para todos nós .
"O Gabriel chegou com 02 dias de vida através de uma adoção consensual, a mulher que o gerou decidiu doar seu quinto filho tão logo ele nasceu. Prostituta e drogada ele foi o único a ter legalizado a adoção. Sem esconder essa realidade de meu filho, escrevi um livro para ele, para que, quando grande, ele possa ler e entender essas duas formas de amor, da mãe biológica que decidiu dar a ele uma vida melhor e da mãe adotiva que o recebeu como uma dádiva.
Além do Gabriel, já tinha dois filhos biológicos adultos : o Gilberto hoje com 29 anos e a Luiza com 26. Em 28.07.2009, o juiz da vara da infância ligou, solicitando o trabalho do “famílias acolhedoras”, programa do Instituto Amigos de Lucas que acolhia crianças tiradas de casa e que deviam ser levadas a um abrigo. Quando não há vaga nos abrigos, uma família as recebe temporariamente até a volta para casa ou irem para adoção.
Como naquele dia só havia uma família disposta a ficar com os 02 maiores, uma menina com 09 anos e seu irmão com 05 anos, eu e meu marido aceitamos ficar com os dois menores : um menino com 03 anos e sua mana com 03 meses.
Neste dia sem saber passei de mãe de 03 filhos a mãe de cinco.
A história que passamos de lá para cá foram de muita luta contra um sistema que analisa crianças como número de processos.
Foram retirados de nós ( da outra família também ) e por quatro meses ficaram abrigados por erro do judiciário.
Foram 04 meses de luta para que os trouxéssemos de volta ao nosso lar.
Depois de 05 anos e 04 meses (dezembro de 2014) obtivemos a certidão de nascimento dos nossos filhos.
Minha família tem a cor do amor."

Adoção, Guarda, Investigação de Paternidade e Concubinato na Prática Forense

Inclui notas ao pé da página, apêndice: disposições legais no projeto do código civil, índice alfabético remissivo e índice de matéria. Exemplar de n°0625.

Livro - Adoção, Alimentos, Divórcio, Investigação de Paternidade, União Estável e Concubinato: Teoria e Prática - Ulisses Vieira Moreira Peixoto

A presente obra foi desenvolvida com uma visão categoricamente prática, pois o autor Ulisses Vieira Moreira Peixoto escreveu a mesma em uma linguagem clara e objetiva. Dessa forma, os operadores do direito poderão utilizá-la para fazer uma consulta rápida e imediata. A obra em questão possui diversos temas (adoção, alimentos, divórcio, investigação de paternidade, união estável e concubinato) que englobam doutrina e a prática forense. Observa-se que, a parte prática conta com mais de 200 (duzentos) modelos de petições, como: peça inicial, contestação, recurso, entre outros. É importante lembrarmos que o texto do livro apresentado conta com parte das decisões de notáveis desembargadores dos tribunais brasileiros, tais como: TJMG, TJRS, TJSC, entre outros. Com tudo isso, apresentamos a comunidade jurídica uma obra possuidora de um entendimento claro e prático, que será fundamental no desenrolar das suas atividades jurídicas.

Discussão

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6753/10, do Senado, que assegura ao empregado a licença-paternidade por todo o período da licença-maternidade ou pela parte restante dela que caberia à mãe, em caso de morte, de grave enfermidade ou do abandono da criança, bem como nos casos de guarda exclusiva do filho pelo pai.

Conforme a proposta, o empregado também faz jus à licença-paternidade de igual duração em caso de adoção, desde que a licença-maternidade não tenha sido requerida. O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43).

Atualmente, o período da licença-paternidade é de 5 dias. Já o período de licença-maternidade é de 120 dias e pode ser estendido para 180 dias no caso das empresas que se cadastrem no Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei 11.770/08.

Tratamento de saúdeO projeto prevê, ainda, benefício para pais que têm crianças de até três anos com deficiência ou que necessitam de tratamento continuado. Nesses casos, o trabalhador poderá se ausentar do serviço por até 10 horas por semana, sem prejuízo de sua remuneração. As horas em que o empregado estiver ausente serão compensadas, não podendo ultrapassar duas horas diárias do horário normal do trabalho. Essa regra vale para as empresas que tenham mais de 50 funcionários.

O autor da proposta, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), lembra que as leis de países como Itália, Portugal e França já prevêem, além da licença-maternidade, períodos de afastamento para o cuidado dos filhos tanto pelo pai quanto pela mãe.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. e será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.

A licença paternidade é de 20 dias para todos os empregados?

Uma importante modificação na legislação trabalhista ocorreu no ano passado.

Agora a licença-paternidade é de 20 dias, aumentando consideravelmente o período anterior que era de 5 dias.
A lei foi sancionada em março de 2016 e começou a vigorar a partir de janeiro.
Acreditamos que esta modificação trouxe muitos benefícios para a família do trabalhador brasileiro.
Apesar da conquista, ela NÃO É PARA TODOS!
Para que o empregado tenha direito à licença-paternidade é necessário que a empresa para a qual ele trabalha esteja vinculada ao Programa Empresa Cidadã.
O Programa Empresa Cidadã, criado por meio da Lei 11.770 destina-se originalmente à prorrogação da licença-maternidade mediante concessão de incentivo fiscal.
Agora, também, a licença-paternidade é de 20 dias para os empregados das empresas que adotam o Programa Empresa Cidadã.
A empresa deve se inscrever no site da Receita Federal para poder entrar no Programa Empresa Cidadã. Clique aqui e veja o que é necessário.
Os empregados das empresas que não fazem parte do Programa Empresa Cidadã continuam tendo direito a apenas 5 dias de licença-paternidade, não sendo beneficiados pela mudança na legislação trabalhista.
Importante destacar que a licença-paternidade também é direito do pai que adotar uma criança, assim como já existe este direito para as mulheres que adotam.

Fonte: direitodetodos

Efeitos da Adoção nas Crianças, Pais Adotivos e Pais Biológicos



A adoção de crianças é um conceito bonito. É o processo pelo qual as crianças carentes de uma família que as pessoas que podem chamar seus próprios e casais sem filhos não tem que ficar privado das alegrias da paternidade. Toda criança tem o direito de crescer num ambiente saudável. E este é exatamente o que endossa adoção. A adoção é um procedimento legal que faz o parto de um homem e uma mulher, o filho de outra pessoa jurídica. É um processo que envolve três partes, os pais biológicos, o adotado e os pais adotivos. Assim, a adoção de crianças é susceptível de ter efeitos sobre tas três partes.

Questões importantes desencadeadas pela adoção são perda, rejeição, culpa e tristeza. Efeitos da adoção internacional incluem chances de práticas ilícitas como o tráfico de crianças e a venda de crianças. Além disso, pode não haver intimidade no novo relacionamento, pois ele pode ser difícil para ambos os pais e a criança para quebrar as barreiras culturais entre eles. Há um sentimento de perda de controle em crianças sendo adotadas como eles não têm nenhum papel na escolha de quem iria viver com o resto das suas vidas. Não é fácil aceitar o fato de que alguém tenha "escolhido" que você seja seu filho. Crise de identidade é comumente observada nas crianças adotados. Muitas questões intrínsecas à experiência de adoção se unem quando o adotado atingir a adolescência. Neste momento há uma consciência aguda de adoção. Há uma unidade em direção à libertação acompanhada da determinação em desenvolver sua própria identidade. Viver com o fato de que você é uma criança adotada se torna difícil.

Outro efeito da adoção é a perda, a perda da identidade, devido à separação de sua família biológica. Para os pais biológicos, é a perda de seu filho. O sentimento de rejeição agrava o sentimento de perda. Os pais adotivos se sentem rejeitados. Ambos os pais adotivos e pais de nascimento vivem uma experiência confusa. O sentimento de rejeição leva a um sentimento de vergonha. A tristeza de não ter filhos sufoca os pais adotivos. A tristeza é evidente nos pais que perdem seus filhos para adoção. Sentimentos confusos de identidade levam a uma crise de identidade. Nem os pais naturais da criança, nem a criança se sentem no controle da situação ou o processo de adoção. Efeitos da adoção são vistos nos filhos adotivos, seus pais adotivos e os seus pais biológicos. Adoção afeta pais adotivos em dois níveis diferentes, emocionais e financeiros.

Efeitos sobre o adotado
Transtorno de déficit de atenção, transtornos alimentares, abuso de álcool pode ser visto nas adotados. Há uma tendência de buscar estilos de vida alternativos. O pior de tudo é o sentimento de cometer suicídio. As estatísticas dizem que filhos adotivos têm dificuldades de aprendizagem e podem desenvolver uma síndrome cerebral orgânica. Crianças adotadas tornam-se vulneráveis, emocionalmente. Eles sabem que não estavam envolvidos na decisão de aprovação e, assim, perceber que eles não tinham controle sobre a perda de sua família de origem e a escolha de sua família adotiva. Durante sua adolescência, adotados começam a sentir solidão. Anseiam por seus pais biológicos e sentem uma necessidade intensa de procurar quem eram e por que colocá-los para adoção. Filhos adotivos se sentem inseguros porque eles são questionados sobre sua identidade. Eles perdem uma identidade e uma outra é emprestada da família que adotou. Eles percebem que seus pais biológicos não são pais, e que eles estão sendo cuidados por estranhos. Sim, estranhos. É difícil para as crianças adotadas aceitar a sua família adotiva, como sua própria. Isso leva à crise de identidade. Separação de seus pais verdadeiros afeta os adotados profundamente.

Efeitos sobre os pais adotivos
Os pais adotivos são feitos para enfrentar a amarga verdade de não serem capazes de se tornarem pais. Muitos vão para adoção depois de uma gravidez que não deu certo ou a morte de seu filho. Os pais adotivos têm uma sensação de desânimo e derrota. Um adotado, que está constantemente questionando, cria um sentimento de rejeição nos pais adotivos. Mesmo em pequenas ações de seu filho adotivo, eles começam a ver rejeição. Eles são incapazes de sentir perto de seu filho adotiva. Os pais adotivos podem crescer mais tristes que a criança cresce, uma vez que o adotado não pode ser capaz de atender às expectativas de seus pais adotivos. Isso pode levar os pais adotivos a sentir que eles não foram feitos para serem pais. Eles temem que o conhecimento de adoção pode afetar negativamente a criança. Os pais adotivos se sentem deprimidos com o pensamento de que não sendo os verdadeiros pais de seu filho. Em alguns casos, isso faz com que os pais adotivos tenha uma superproteção sobre a criança, enquanto que em alguns casos, eles tornam-se descuidados.

Adoção de crianças afeta os pais adotivos a nível financeiro também. Ter um novo membro na família aumenta as despesas de uma família. O processo de adoção não termina de trazer um filho em casa. Adotar uma criança envolve o planejamento de suas necessidades educacionais e outros e dar a ele/ela um futuro seguro.

Efeitos sobre os pais biológicos
Quando se trata de uma criança e os pais de seu nascimento, não há biologia, há a genética, há uma relação de sangue que não pode ser quebrada tão facilmente, e isso nunca pode ser. Colocar o seu bebê para a adoção não é fácil para os pais biológicos da criança. São algumas circunstâncias que os levam a fazer isso. É emocionalmente desgastante para um pai perder a sua/seu filho para adoção e ter alguém para cuidar dele. Pais biológicos se odeiam por serem incapazes de levantar seu filho, e assim que faz a sociedade. Eles nunca podem saber quem são os pais adotivos de seu filho. E mesmo se eles sabem quem são, eles nunca poderão saber como são e o que eles compartilham no relacionamento com seu filho. Há sempre uma incerteza sobre o que os pais adotivos devem ter dito o adotado sobre seu/sua família. Pais biológicos se sentem abandonados. Observa-se que as mães de nascimento sabem o que seria colocar o seu bebê para adoção, tem longas conversas com o feto durante a gravidez. Em alguns casos, as mães são pressionadas a entregar os bebês para adoção e fazem isso contra a sua vontade. Elas odeiam o desamparo. Elas se sentem preocupadas com o bem-estar de seu filho. Talvez, a coisa mais difícil para estes pais é viver com a consciência pesada de não ter criado os seus próprios filhos.

O aspecto positivo da Adoção de Crianças
Hoje, vemos que muitas crianças de países subdesenvolvidos estão sendo adotadas por pessoas da alta sociedade. Isto dá aos filhos, uma casa para viver e um futuro seguro. Através do processo de adoção, muitas crianças privadas de suas famílias, obtêm uma família para estar com elas. É por causa da adoção, que muitas crianças órfãs têm famílias. Graças à adoção, muitos têm uma casa para viver e pais que amam.

A adoção é de fato uma vida-alterando evento. Mas, se tomados de forma positiva, seus efeitos psicológicos negativos podem ser minimizados. Do ponto de vista dos adotados, a adoção permite que eles tenham pais, uma família, um lar. Adoção dá aos pais adotivos de uma criança que pode ser chamado o seu próprio. O filho adotivo lhes dá uma razão para viver. Casais privados de paternidade por natureza, têm a oportunidade de desempenha esse papel nobre de serem pais. Um casal sem filhos adota uma criança e sua vida muda, mudanças para melhor. Pessoas que nunca se conheceram tornam-se pai e filho, e um laço bonito nasce. Mesmo os pais biológicos da criança adotada tem um motivo para ser feliz, como seu filho recebe uma família, uma nova vida e um futuro seguro, só porque alguém decidiu adotar. Você sabe o que significa ser adotado? Quer dizer, você não crescer na barriga da sua mãe, mas você cresceu em seu coração.

Sonhos

Esse lance de criar sonhos em detalhes sofisticados é atividade da mente adulta.
Nós, adultos, é que sonhamos com uma casa estilo colonial no campo com decoração cottage, um chalé estilo germânico nas montanhas ou uma casa de praia, de frente para o mar e com redes na varanda.
Nós é que sonhamos com cortinas rendadas, almofadas em tecido adamascado, carro automático e viagens na primeira classe para a Europa.
Nós é que sonhamos com um corpo perfeito, uma pele sem rugas, músculos definidos e tonificados e celular de última geração. Somos merecedores, oras !!
Não é isso que dizem os livros de autoajuda?  Você merece. Você pode.
E eu creio realmente que a gente pode e merece.
Só o que a gente não pode é transformar esses devaneios em condição indispensável à felicidade.

Com as crianças, não é assim. Ainda bem!
E se falamos de crianças que vivem abrigadas, então a lista dos desejos delas é incrivelmente reduzida.
O único sonho de uma criança que vive abrigada é ter a chance de encontrar uma família.
Mais nada....
Junto a esse sonho, podem vir outros de pequena monta: ganhar uma bicicleta no Natal, ter um cachorrinho, ter uma Barbie ou a tal baby alive, que está na moda.
E se nada disso vier, a criança que hoje nada tem, ficará bastante satisfeita com um abraço, um cafuné ou um picolé.

Mas...e se fosse diferente?
E se as crianças pensassem como nós, e a elas fosse dado o direito, como nos é dado, de traçar o perfil da família com a qual elas sonham?
Vocês já pensaram nisso? Eu já. 
Por isso decidi escrever esse texto, imaginando uma menina de 5 anos estabelecendo o perfil da família que deseja. Para tanto, utilizarei como critério tão somente o que eu li no ano de 2016, em grupos de apoio, sobre os sonhos e expectativas dos adultos em relação às crianças que eles sonham encontrar. Estão prontos ? 

Imagino a psicóloga de uma Vara da Infância e da Juventude qualquer entrevistando Ana Maria, nome fictício de uma menina branca, bonita, totalmente saudável e sem irmãos, apta à adoção, frente a uma lista de milhares de candidatos interessados nela.

Psicóloga: - Então, Ana Maria, que família você escolhe? Me conte o seu sonho e eu vou excluindo do cadastro as inscrições de quem não se enquadra, para você escolher depois entre os que sobrarem e serão exatamente o perfil dos seus sonhos. Vamos começar?

Ana Maria - Eu quero ser adotada por um casal . Quero ter um pai e uma mãe. Pode excluir os nomes de todos os candidatos solteiros, viúvos, divorciados e também os casais homoafetivos;

- Quero também que meus pais ganhem mais de 10 salários mínimos por mês, porque eu quero conhecer a Disney, o Beto Carrero World, o Beach Park e ganhar todos os brinquedos que eu achar bonitos e desejar. 

- Quero ser filha única!

- Quero ter pais totalmente saudáveis, pois não tenho estrutura para lidar com pessoas doentes, em tratamentos médicos longos, ou que possam vir a desenvolver Alzheimer e outras doenças incapacitantes no futuro. Eu não aguento...
 
- Quero que meus pais tenham no máximo 35 anos; mais do que isso já serão velhos e trarão muitos vícios de suas experiências de vida e eu acho complicado ter que lidar com isso, já que eu não tenho culpa nenhuma das desilusões amorosas que eles viveram no passado, não fui responsável pelos traumas de infância deles, não fui eu que fiz eles gastarem todo o seu dinheiro em tentativas de fertilização que não deram certo, e não gosto de gente carente. 

- Quero que meu pai fale pelo menos mais um idioma além do português; afinal de contas hoje em dia até as escolinhas infantis são bilíngues e eu não quero passar vergonha na frente dos meus amigos;

- Quero que minha mãe seja uma pessoa muito inteligente! Que tenha curso superior e capacidade de aprender rápido porque eu vou utilizar novas tecnologias e preciso que ela me ensine; para tanto, ela precisa saber.

- Quero que meus pais tenham a mesma cor que eu, para não ter que ficar explicando no clube, na igreja ou na escola a todo momento porque nós somos diferentes;

- Quero que meus pais sejam bem educados e tranquilos. Que não me interrompam quando eu estiver brincando, que não gritem comigo, não percam a paciência, mantenham sempre a elegância e jamais me batam.

- Quero que minha mãe se chame Catarina. Eu sempre sonhei em ter uma mãe chamada Catarina. Se ela não tiver esse nome, espero que o Juiz autorize a mudança, porque isso é importante para mim e eu faço questão.

- Vou conviver com meus novos pais durante alguns meses; se eles não corresponderem à minha expectativa, posso devolvê-los e fazer nova busca na lista de habilitados ?

E aí está, sem retoques, um retrato das expectativas de grande parte dos candidatos à adoção no Brasil.
Eu com certeza não sou a mãe com a qual Ana Maria sonha, e teria sido eliminada já no primeiro requisito, além de não preencher outros tantos. 
E você? Continua na lista do perfil dos sonhos de Ana Maria?

Um grande abraço, e boa semana a todos. 
Shirley Machado"

Adoção de uma criança maior...

Queridos, a adoção de uma criança maior e/ou adolescente é um empreendimento trabalhoso a longo prazo com algumas peculiaridades quanto ao relacionamento, mais especificamente quando se refere ao contato físico, a troca de carícias, como o cheiro,  o abraço, o cafuné, o tocar o corpo desse filho, tão querido, tão desejado e amado. Algumas crianças e adolescentes são muito reticentes ao toque físico, isto se explica pelo sofrimento que passaram,  como abuso sexual, violência física, etc. Imaginem o que é você querer abraçar seu filho, numa expressão de acolhida e entender que esse abraço não é oportuno? Você não poder beijar seu filho no rosto e apertá-lo,  como o faz com os seus sobrinhos? Não é fácil! Um pai adotivo talvez espere anos para poder quebrar essa barreira. E terá que entender que não se trata de uma correspondência mau sucedida,  mas de um medo do filho que precisa ser trabalhado ao longo do tempo. PACIÊNCIA e muita sabedoria nas atitudes e expressões de afeto são necessários para esse pequeno detalhe,  entre tantos outros pormenores que compõem a lista de dificuldades que um pai adotivo de crianças maiores pode obter. Eu tenho muito cuidado nesse aspecto: nunca entro no quarto de meu filho, sem bater à porta. Jamais me sento à sua cama, se precisar conversar, por exemplo, sem pedir permissão. Só dou um abraço,  se ele me autorizar. Eu pergunto mesmo: posso te dar um abraço? Gente,  vocês não imaginam como é difícil, eu sempre fui o tio que que abraça, que cheira, que beija e ainda sou assim com os meus sobrinhos. Por que estou falando desse assunto? Porque soube, por uma Amiga que é Assistente Social, que um adolescente adotado recente, fugiu de casa. Ele apareceu depois das buscas e disse que tinha sido abusado. O pai foi PRESO e depois,  claro,  de ser ouvido e o caso esclarecido, foi solto! O adolescente queria muito sair do Abrigo e foi com um pai solteiro. Depois desistiu, não se acostumou com a nova vida, depois de anos e anos de acolhida. Sem maturidade e no desejo de voltar ao seu   Estado - a adoção foi interestadual - ele mentiu. Quando foi ouvido, uma pessoa sensível compreendeu que não se tratava de abuso, mas de demonstração de afeto de um pai que exprimia na fala e nos gestos o carinho e o amor que guardara. Hoje sou pai de um adolescente de 16 anos e tomo todo cuidado com minhas demonstrações de afeto. Não lembro de um dia que meu filho não me pergunte se o amo. E sempre respondo que o Amo. Mas como sou solteiro e já tenho que lidar com tantos outros preconceitos com respeito à Adoção,  tenho todo o cuidado quando as demonstrações afetivas migram para o físico,  como o tocar ao corpo, abraçar, beijar. A adoção é uma entrega, também é sacrifício. Um empreendimento que, como qualquer outro, exige planejamento,  estratégias, atenção e alguns cuidados especiais.

Lion - Uma jornada para casa


Data de lançamento 16 de fevereiro de 2017 (1h 59min)
Direção:
Gêneros Biografia, Drama, Aventura

Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfretou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica. 

Amor que vai além de laços sanguíneos

Passar pelo processo de adoção pode ficar mais fácil e esclarecedor quando existe a possibilidade da troca de informações entre pessoas que têm o mesmo desejo. Foi pensando nisso que a produtora cultural Elaine Loures decidiu criar o Grupo de Apoio à Adoção (GAA) - Amor pra toda vida - em Sete Lagoas.
Por estar passando pelo processo, Elaine percebeu a necessidade de um apoio e compartilhamento de informações sobre o assunto. “Desde nova eu sempre disse que gostaria de ter três filhos e que um deles fosse adotado, então essa vontade sempre cresceu comigo e foi reforçada quando descobri que não poderia ter filho. Acho que Deus já estava me preparando para essa causa linda que é a adoção e, junto ao meu marido, estamos passando pelo processo. Em uma das etapas, que é o curso preparatório da adoção, houve a manifestação sobre o desejo de ter um grupo como esse, mas ninguém ainda tinha tomado a iniciativa, então, com o apoio da equipe da Vara da Infância e Juventude e de outras pessoas que estavam no curso, criei o GAA”, conta. 
De acordo com a psicóloga judiciária do Juizado da Infância e Juventute (JIJ) - comarca de Sete Lagoas, Simone Sany Silva, a importância do GAA é imensurável. “A possibilidade de estar em contato com outras pessoas que passam por experiências semelhantes facilita a livre expressão de sentimentos, o alívio da angustia e, consequentemente, uma melhor elaboração de frustrações ou perdas. O GAA é ainda um canal importantíssimo na disseminação de uma nova cultura da adoção que prioriza o direito das crianças e dos adolescentes de viverem em família, independentemente da idade, condição de saúde, raça ou etnia destes. Além disso, os grupos de apoio possuem representatividade política e social através da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD) com ganhos e avanços consideráveis em relação ao tema. Assim, Sete Lagoas passa a somar forças, em âmbito nacional, na luta pela garantia da convivência familiar das crianças e adolescentes”, comenta a psicóloga.
Para o casal Alessandra e Júlio Almeida, que também está passando pelo processo de adoção, o grupo tem sido fundamental. “Para nós, essa é uma grande oportunidade de trocar experiências, ansiedades, dúvidas e orientações para ajudar a esperar a chegada tão sonhada do nosso filho ou filha. Tem sido uma experiência rica e feliz, porque estava tudo muito parado e longe e agora tudo parece ter vida e isso tudo nos impulsiona a lutar ainda mais pela chegada dos nossos filhos”, comenta Alessandra.
Já existem mais de 150 GAAs distribuídos no Brasil e há também grupos virtuais que realizam o trabalho de suporte às famílias por adoção. Para que a troca de informações não ficasse limitada apenas às reuniões presenciais, Elaine também administra o grupo virtual para as pessoas que já estão passando pelo processo. “Além do grupo do Whatsapp, em que compartilhamos os anseios e dúvidas e também utilizamos para organizar os nossos encontros, também temos uma página no Facebook, para que as pessoas possam saber mais sobre o assunto e para que, de certa forma, possamos incentivar a adoção. Essa divulgação é fundamental para que a população se mobilize e entenda que isso é uma responsabilidade de todos. Então não temos o grupo apenas para nós, que queremos ou somos pais e mães adotivos, é também para uma conscientização da sociedade”, diz.  
PARCERIAS
O grupo é aberto a todos que desejam ter um filho adotivo e necessitam de algum suporte. Segundo Elaine, o GAA já tem parcerias que ajudam nesse sentido. “Fizemos parcerias com psicólogos de Sete Lagoas,  Belo Horizonte e Contagem. Além disso, estamos fazendo parceria com as faculdades da cidade, para oferecer um espaço prático para os alunos na área de saúde e comunicação, por exemplo. Apesar de estarmos no início, acredito que já estamos caminhando bem”, comenta a psicóloga.
Além desse tipo de parceria, o GAA já conta com voluntários que ajudam nas reuniões. “Durante as reuniões, alguns pais levam os filhos e os nossos voluntários ficam responsáveis por olhar as crianças em outra sala. Estamos abertos para qualquer tipo de ajuda, tanto aqueles que desejam nos ajudar ou até mesmo dar uma palestra, seja o profissional de que área for. Além disso, vamos precisar de um espaço, já que no primeiro encontro participaram 14 pessoas e no segundo, contamos com 30 participantes. Como ficamos em um escritório, não temos muito espaço e, se aumentar a quantidade de pessoas, não teremos mais condições de receber todo mundo, então se surgir algum parceiro com um local adequado, a ajuda será sempre bem vinda”, comenta. Para Simone, além de tudo, o grupo ajuda a quebrar paradigmas e preconceitos da sociedade. “A iniciativa do grupo de apoio vem ao encontro do objetivo do curso e do processo de adoção de forma geral, qual seja o de promover reflexão sobre as próprias motivações para ser pai ou mãe, os mitos em relação à adoção, a superação de uma cultura ainda preconceituosa do nosso país bem como esclarecimentos dos aspectos legais, entre outros. Para a equipe do JIJ é uma satisfação acompanhar a fundação desse grupo e poder contribuir de alguma forma”, finaliza.
Para quem desejar conhecer, ajudar ou participar do grupo -  contato: (31) 999130-2791

Mãe adotiva devolve criança após 5 anos de convívio e é condenada a pagar 100 mil de indenização à menina rejeitada

Ao acabar de publicar um artigo de minha autoria sobre adoção eis que me deparo com esta notícia que nada tem a ver com o gesto de amor demonstrado pelo rapaz da história que contei - do pai solteiro que adotou um menino na Cidade do Recife.
(do G1 DF em 11/07/2015 às 11h49). A Justiça do Distrito Federal mandou uma mulher indenizar em R$ 100 mil uma garota adotada aos 6 anos de idade e que foi devolvida ao abrigo cinco anos depois por apresentar "mau comportamento". O valor, referente a danos morais, deve ser corrigido monetariamente e acrescido de juros de mora. Cabe recurso.
De acordo com a ação, a menina e a irmã foram encaminhadas para uma instituição assistencial depois da morte da mãe. A garota foi adotada por uma procuradora federal, atualmente com 76 anos, e levada para Salvador, na Bahia, onde ganhou um novo nome. A irmã dela foi adotada pelo filho da idosa.
Segundo o Tribunal de Justiça, a ré afirmou que adotou a menina para que ela pudesse conviver com a irmã, mas, após cinco anos de convívio, pediu a revogação da guarda alegando "comportamento rebelde" da garota. Ela afirmou que a jovem teria tentado agredir ela e a irmã e que estaria praticando pequenos atos infracionais, o que levou o filho a pedir que ela fosse retirada de casa. A mulher também disse ter idade avançada, estar doente e não ter mais condições de cuidar da garota de 12 anos.
A defesa da menina alega que o retorno à instituição provocou prejuízos emocionais, uma vez que ela se viu rejeitada pela mulher, a quem considerava ter uma relação próxima a de mãe e filha. Ela afirma ainda que ter passado cinco anos sob a guarda da ré fez com que ela perdesse a oportunidade de ser adotada por outra família.

Decisão

O juiz da 19ª Vara Cível de Brasília julgou parcialmente procedente o pedido de danos morais, mas negou pedido de indenização por danos materiais. Para o magistrado, a mulher pode ter agido de forma "legítima e altruísta", mas agiu de forma "imprudente" ao fazer a menina acreditar que seria adotada e faria parte de uma nova família.
"O prejuízo concreto, decorrente da conduta contraditória, é a sensação de abandono, desprezo, solidão, angústia que a autora se deparou aos seus doze anos de idade; ofensa esta que, a toda evidência, dispensa qualquer espécie de prova", conclui.
Fonte: G1 DF
Replicado por Elane Souza