Um olhar psicodinâmico da adoção de crianças por casais

Podemos observar, através de seus escritos, que tanto a homossexualidade, quanto a heterossexualidade, são resultados de caminhos pulsionais, fazendo com que uma seja tão legítima quanto a outra. Segundo Freud, é a partir do complexo de Édipo, baseado na bissexualidade original, que a “escolha do objeto” vai constituir-se, pois em todos os seres humanos desde o inicio da vida encontramos, ainda que no inconsciente, investimentos libidinais homossexuais e heterossexuais. Para Freud (1905), os homossexuais não possuem nenhuma qualidade especial que os torne um grupo à parte do resto da humanidade.

Só que o ser humano não gosta do empírico e do abstrato, ele gosta de duplo-cego, de pesquisas científicas…

Um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo) revela que a criação e educação de crianças por casais gays não causa perda psicológica nos filhos – a função psíquica materna e paterna pode ser exercida por duas pessoas do mesmo sexo. As informações são da Agência USP de Notícias.

De acordo com o autor do estudo, o pesquisador Ricardo de Souza Vieira, a estrutura familiar e o desenvolvimento da criança não estão vinculados com a orientação sexual do casal, mas, sim, com o desejo de ser responsável por uma criança.

- As relações de responsabilidade dos pais e da criança com os adultos, que definem a estrutura familiar, não sofrem alterações. As funções psíquicas são o que realmente importam para o desenvolvimento de uma criança, e elas estão descoladas do aspecto anátomo-fisiológico do corpo.

Segundo ele, em um casal formado por homossexuais, tanto a função psíquica materna — mais próxima da criança e responsável por ensinar a linguagem e por cuidar e proteger com mais intensidade — quanto a paterna — que limita a proximidade da criança com a mãe e tem a função de determinar limites e leis – podem estar ou não presentes. Mas isso também ocorre dentro das famílias de casais heterosseuxais.

- As funções de parentesco são mais simbólicas do que biológicas.

Segundo o pesquisador, as crianças não sentem a necessidade de possuir uma mãe, do sexo feminino, e um pai, do sexo masculino, pois as funções psíquicas desses “entes” já estão sendo exercidas por duas pessoas do mesmo sexo.

- Não há regra geral, a criança costuma criar diferentes formas de nomear os pais, como: pai X e pai Y ou mãe X e mãe Y. Raramente uma criança chama um de “pai” e outro de “mãe”.

Segundo o pesquisador, a maneira como a criança percebe, valoriza e qualifica a realidade depende de como os pais transmitem sua própria maneira de entender essa realidade.

Deve-se chamar atenção para que a Psicanálise não trabalha com o genético, disto isto, é possível que na singularidade de um determinado casal homossexual, um funcione como aquele que vai oferecer ao bebê como o objeto de desejo incestuoso – o que vai pegar no colo, dar banho, mamadeira – e o outro vai funcionar como o interditor, conclui-se que de fato ainda não há tempo de observação para se possa responder a essa questão. Porém a intedição ocorre de formas distintas nas diferentes estruturas sociais, No caso de uma mãe solteira, por exemplo, o Édipo vai se construir na figura masculina que ela tem dentro dela, no pai, no avô. E no caso de um casal de lésbicas, a construção do Édipo vai se dar na pessoa que desempenha a figura masculina, muito mais do que na pessoa em si, a construção do Édipo se dá na função exercida.

A Reflexão sobre casais homoparentais passa necessariamente pela compreensão do ser humano, independente da sua anatomia, tem uma possibilidade bissexual intrínseca que pode ser exercida, condição muitas vezes exploradas por crianças de ambos os sexos – o que ocorreria em um contexto em que pensam as leis civilizatórias, os costumes, de cada cultura. Quando você transgride muito uma certa lei organizadora, de um certo caminho civilizatório, as consequencias podem ser muito grandes, como um pai que tem relação sexual com sua filha ou uma mãe que tem relação sexual sexual com um filho, é um exemplo.

Neste sentido, a transgressão ocorreria também em casais heterossexuais e não apenas em casais homoparentais. Deve-se analisar, por exemplo, se o casal está bem estruturado, psiquicamente organizado, se ele sabe lidar com as diferenças e se ele não determina que a criança tem que ser como ele é. Não acho que a questão esteja na homoparentalidade, mas na maneira como cada um é estruturado. É uma questão de como se com a diferença, com a alteridade, com o reconhecimento do que o outro é diferente de você, mesmo que seja um filho que nasceu de você.

Entretanto, não se trata de diminuir a complexidade da questão. Há consequências? É lógico que sim. Provavelmente em uma sociedade onde o mais natural – se é que a gente pode falar em naturalidade, pois desde que o homem entra na civilização a natureza dele tem a ver com a tradição, valor e leis civilizatórias – tudo que foge disso gera um questionamento, causa uma polêmica e o individuo terá que fazer um esforço para dar um senti a situação, para se referir aquilo, aquela situação, de uma certa maneira.

Embora a interdição, do conflito, seja uma realidade na cultura e, portanto, atual, Celmy Correa, Membro efetivo da SBPRJ e psicanalista de criança, lembra que o conceito do complexo de Édipo é datado, uma vez que foi descrito por Freud com base na família burguesa do século 19. Ela Afirma que para o Édipo, e de forma geral para a psicanálise, os conflitos de a ambivalência são muito importantes na medida em que são questões humanas

Se por um lado as novas organizações familiares modificam a forma de manifestação do Édipo e alteram de certa maneira alguns conflitos humanos, por outro, é preciso ressaltar que não existem estudos que demonstrem modificações na sexualidade, agora entendida como manifestação das opções sexuais, em crianças criadas em diferentes formas familiares. “Não necessariamente uma criança criaa por esse casa homogenérico terá sua sexualidade prometida ( homossexualizada ) ou “pervertida” ( invertida no sentido da “normatização cultural )”, afirma a especialista.

Julia Vilhena, Psicanalista explica sobre a homoparentalidade que ” a homossexualidade feminina é muito mais permitida do que a masculina, é mais fácil para um casal de lésbicas adotar uma criança do que um casal de homossexuais homens. Isto porque a homossexualidade masculino é frequentemente associada a pedofilia”, explica.

A analista Ana Maria Bittencourt defende que a homoparentalidade ainda é má vista pela sociedade, pela religião, pelo jurídico pois “representa uma ameaça ao tradicional, ela quebrou a nossa tradição de pai, mãe e filho”. E pontua: ” a homossexualidade não é uma categoria e não se pode patologizá-la”

Portanto do ponto de vista Psicológico e Psicanalítico não há nenhum problema no desenvolvimento de uma criança, uma criança criada por lésbicas ou por gays não irá desenvolver uma orientação sexual homossexual necessariamente, ela irá correr os riscos das escolhas inconscientes ( os 10% ), ela não irá sofrer danos psicológicos ou psiquiátricos como alguns dizem. O Papel da família é simbólico e não anatômico.

Felipe Resende, Psicanalista.

Adoção pelo olhar da criança que foi adotada

Quando falamos sobre adoção pensamos muito na chegada desse filho tão esperado, na adaptação, em como contar sua história, entre tantas outras coisas. Mas já pararam para pensar que, normalmente, olhamos pela ótica do adulto? Falamos sobre o pai, a mãe e a família que irá receber esse novo membro sempre com o olhar de quem espera e não de quem chega. Que tal tentarmos compreender a adoção pelo olhar da criança que foi adotada?
Vamos pensar em como o filho que foi adotado se percebe. A princípio não é para existir diferença alguma entre filhos adotivos e biológicos, porém uma parte da história sempre será diferente, e essa diferença merece atenção. Quando uma criança foi adotada ainda pequena, até mais ou menos dois anos de idade, ela dificilmente terá lembranças de sua família de origem ou abrigo em que morou, portanto a parte da história que antecede a chegada na família fica na fantasia da criança. Fantasia por ser algo não concreto para ela. Não é algo que ela possa lembrar de ter vivido, sendo assim, fica no imaginário da criança tudo aquilo que os pais contam. Não ter uma memória pregressa pode auxiliar no processo de afetividade e identificação com a família, visto que não há comparações, mas ainda assim é possível que ela se perceba diferente dos demais, seja devido à características físicas ou até mesmo por saber de seu passado, por isso o diálogo franco e sincero desde cedo é tão importante.
No caso de uma adoção tardia a criança tem memórias de sua antiga família ou abrigo. Inevitavelmente ela irá fazer comparações e o processo de identificação com a nova família pode ser mais demorado. A criança pode se sentir rejeitada pela família biológica e deslocada na nova. Pode ainda ignorar seu passado e se sentir totalmente acolhida pela família que a escolheu. Enfim, a criança pode se sentir de muitas formas diferentes, pois são muitos sentimentos envolvidos. Sentimentos que, às vezes, ainda não são totalmente compreendidos. E são esses sentimentos que irão definir como o filho que foi adotado se percebe como pessoa.
O ideal é que a criança não se perceba diferente de ninguém que o cerca, porém é necessário compreender que sua história de vida sempre terá dois inícios: quando nasceu e quando chegou na sua família. O modo como os pais lidam e conversam sobre sua origem influenciará muito em como essa criança irá se percebendo ao longo dos anos. Entretanto, essa percepção pessoal é um processo muito interno e complexo, pois como disse anteriormente, são muitos sentimentos envolvidos. Estamos falando de um passado, de amor, de família, de identificação. Uma ajuda profissional é muito bem vinda para lidar com todos esses sentimentos.
De um modo geral é bastante complicado definir como um filho adotivo se percebe, afinal, é um olhar muito pessoal e interno, mas espero poder ter ajudado um pouquinho mais a compreender o que pode se passar no mundo interno daquele filho que veio do coração.
Livia Oliveira
Psicóloga

Dica de filme

Mostrando um encontro muito bacana entre o pai biológico e o pai de adoção!
Vale a pena assistir!

The Dark Matter of Love

Os primeiros minutos de The Dark Matter of Love deixam evidentes o conteúdo delicado e dramático que o filme se propõe a apresentar. Em uma rápida sequência, conhecemos três órfãos: a introspectiva Masha, de 11 anos, e os gêmeos Marcel e Vadim, com cinco anos, habitantes de diferentes lares temporários instalados na opressiva paisagem de Arcangel, no norte da Rússia. Suas vidas são rapidamente transformadas quando um casal norte-americano os adota, intencionados a ampliar a família até então formada apenas por eles e por uma filha adolescente.
http://www.papodecinema.com.br/filmes/the-dark-matter-of-love
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Você adotaria uma criança?


Em tempos de tantas discussões quentes sobre pedofilia, homossexualismo, aborto e temas periféricos a esses, é muito fácil não haver lembrança das crianças que estão na fila de espera para serem adotadas. Lembrar-nos delas é importante, afinal, muitas poderão, um dia, serem adotadas, por exemplo, por casais fora do modelo bíblico; e isso é preocupante. Por essas e outras razões, adoção tem a ver com todos os cristãos, além do que, é assunto bíblico. A adoção é mencionada no sentido jurídico – “defendei o direito do ÓRFÃO, pleiteai as causas das viúvas” (Isaías 1.17) – e no sentido espiritual – “e nos predestinou para si mesmo, segundo a boa determinação de sua vontade, para sermos filhos ADOTIVOS por meio de Jesus Cristo” (Efésios 1,5). Muitas são as razões para adotarmos uma criança.
A segunda razão que poderia nos levar a adotar uma criança é que ela teria o melhor ambiente para conhecer a Deus. Antes vê-la crescer segundo os preceitos bíblicos do que em qualquer outro lugar. A terceira razão para adotarmos também está ligada à Palavra de Deus. A adoção mudou a nossa história e agora temos a obrigação de mudar a história de muitas outras pessoas, inclusive, as crianças. Deus nos adotou por meio de Jesus Cristo – “Mas a todos que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes a prerrogativa de se tornarem filhos de Deus” (João 1.12) – então, o mínimo que podemos fazer é adotar outra pessoa.
A Igreja Batista da lagoinha possui um ministério que cuida justamente desse tema: Ministério Adotar. Nele, casais são acompanhados, desde quando começam a sonhar em adotar uma criança e precisam de direcionamento para passarem por todo o processo, até quando adotam as crianças. Atualmente, são acompanhados 160 casais e cerca de 50 crianças em guarda provisória e definitiva. O ministério ajuda ainda os casais a quebrarem paradigmas importantes que podem impedi-los de adotar uma criança.
Além da orientação jurídica sobre o processo legal de adoção, a líder do ministério, Mônica Almeida, e sua equipe compartilham o que a Bíblia diz sobre esse gesto de amor. “Em primeiro lugar procuro saber o motivo que leva o casal a adotar; qual o grau de entendimento que eles têm sobre a adoção. A partir daí, explico a influência espiritual da adoção – que primeiramente eles foram adotados por Deus, por isso, adotar uma criança é uma atitude que está no coração de Deus”, explica Mônica. Ela conta que desde que o ministério foi fundado, há três anos, ela testemunha milagres e o cuidado de Deus tanto com os órfãos quanto com os pais.
O casal Alessandra e Roney conseguiu a guarda por tempo indeterminado da pequena M. P., quando ela ainda tinha dias de vida. Ela foi deixada pelo pai, morador de rua, com a mãe de Alessandra, que se comprometeu a cuidar da criança enquanto ele procurava emprego. Entretanto, pouco tempo depois, o Conselho Tutelar teve que levar M. P. para um abrigo. Tendo em vista que o bebê era portador do vírus HIV, ficou de fora do perfil de crianças a serem adotadas. “Alegamos à justiça que não havia ninguém interessado pela guarda dela, somente nós, então, graças a Deus, o Conselho Tutelar compreendeu isso e nos concedeu a guarda. Hoje, para a honra e glória de Deus, os exames não detectam mais o vírus. Ela está curada! O processo de adoção já está no final e nossa filha é uma criança amada, que já tem dois anos”, compartilha o casal que mora em Santa Luzia e é acompanhado pelo Adotar.
Outro casal acompanhado pelo Adotar, Júlia e Délvio, também conseguiu adotar duas crianças. Eles obtiveram a guarda de um casal de crianças, os irmãos V. (5 anos) e J. (6 anos). “Somos uma família feliz, pois nos completamos. Queríamos ter filhos e as crianças queriam ter pais. Damos e recebemos muito amor. Já temos intimidade e cumplicidade de pais e filhos, mesmo sem os laços de sangue”, disse o casal. O desejo de adotar surgiu depois que Júlia teve um aborto espontâneo. Ela e seu esposo, após alguns meses de recuperação do susto, entraram na fila de espera do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), e se empenharam para conseguir concretizar o sonho. Júlia conta que, enquanto estavam em processo, eles receberam um convite para conhecer um casal de irmãos que estava fora do “perfil solicitado”, mas que os deixou apaixonados. Júlia disse “fora do perfil solicitado” porque ela e seu esposo fazem parte de um grupo de interessados em adoção, que não liga para a cor da pele nem para a idade da criança. Uma pesquisa publicada recentemente pelo CNA revela que cresceu o número de pessoas nesse grupo – de 31% em dezembro de 2010 para 40% –, e que a preferência por bebês com menos de 1 ano caiu, totalizando 16%.
O casal Daniela e Christian também faz parte desse grupo que não se importa com a cor da criança. “Sempre tive o desejo de ter uma ‘bonequinha’ para cuidar. A distinção de cor não existe para mim nem para meu esposo e nem para nossa filha biológica. Visitamos uma casa de acolhimento e vimos que ela tratou as crianças negras como irmãs, sem distinção”, conta Daniela que aguarda na fila de espera a oportunidade de adotar uma menina de até cinco anos de idade.
Por fim, Mônica destaca que a adoção não é um prêmio de consolação para quem não teve filho. “Um casal cristão deve considerar como privilégio poder adotar uma criança. Assim como Deus escolheu Maria para ser a mãe de Jesus, Deus pode escolher quem estará lendo esta matéria, para adotar uma criança de qualquer idade”, complementa o casal Renato e Mônica Almeida que possui duas filhas “adotadas”, gêmeas, Izabella e Gabriella, de 12 anos, e de Renato, 11, filho biológico.
Ministério Adotar: (31) 3429-9400 / 8793-1687 (Mônica Almeida)
E-mail: adotar@lagoinha.com / monicarca@gmail.com

Irmãos separados em abrigo, Erick é adotado 4 meses depois por padrinhos de João

Entre Erick e João, um ano e um mês de diferença. Irmãos separados em abrigos diferentes, um ano depois os meninos se reencontraram praticamente na mesma família. Os padrinhos de João, Wilson e Mayara, adotaram Erick quatro meses depois que o caçula virou filho de Giselle e Miro e juntos eles escrevem agora novos capítulos na vida dos dois.
Na verdade essa história começa um pouquinho antes da gente saber que eles iam adotar", introduz o editor de imagens Wilson Mariz de Santana, de 35 anos. À época, ele e a esposa começaram o curso para adoção do Tribunal de Justiça do Estado e lá conheceram os irmãos.
"Num certo dia, apresentaram o João e o Erick e já nos chamou muita atenção. Ficamos com os dois na cabeça", lembra Wilson. Só que o casal não concluiu o curso e seguiu pensando na dupla que tinha deixado para trás.
Ano passado, num retiro da igreja, os casais que não eram tão próximos, descobriram pela adoção uma afinidade. "O Miro comentou que precisava partilhar conosco sobre o processo de adoção. Aí que ficamos sabendo que eles iam adotar uma criança", conta Wilson. Ao perguntar o nome do filho, eles souberam na hora que se tratava do mesmo por quem tinham se apaixonado.
"E dali para frente a gente continuou uma aproximação com eles e começamos o nosso processo de adoção", complementa o editor. Na mesma época, quando João veio para os pais, Wilson foi o fotógrafo do ensaio "você era a peça que faltava". A proximidade só fez com que ali começasse a surgir uma nova família que seria coroada com a vinda de Erick.
Adotado desde agosto do ano passado, durante a catequese, João perguntou aos pais o que eram os padrinhos e se poderia chamar Wilson e Mayara. "Minha mãe pediu para mim escolher quem ia ser os meus padrinhos. Eu escolhi eles", conta o menino João Vitor Cavalcanti de Quevedo, de 12 anos.
No mesmo dia, a família de João foi convidada para contar a sua história no curso e adoção que a Vara da Infância e Juventude realiza para pais interessados em adotar. Na plateia, estavam Wilson e Mayara e lá que o casal soube que Erick ainda estava esperando uma família e também recebeu o convite para serem padrinhos de João.
"A gente sempre teve a intenção de adotar, desde quando casamos e nós podemos ter filhos biológicos, mas sempre quisemos adotar", explica a professora Mayara Pavão Ferreira Santana, de 26 anos. No ano que passou, eles decidiram que iriam se tornar pais e em setembro começaram a tentar engravidar e deram entrada no processo de adoção, o que viesse primeiro seria muito bem vindo.
"Foi quando descobrimos que o Erick ainda estava à espera. No vídeo, apareceu ele falando que queria ser juiz. Na hora viramos um para o outro... Agora ele vai ser nosso filho, estava só nos esperando", recorda Wilson.
Dada a entrada na documentação, os futuros pais ainda não podiam manifestar o desejo em adotar Erick, por recomendação da Justiça, para que a criança não crie uma expectativa. E num piquenique organizado pela Vara da Infância, João encontrou o irmão e não conseguiu segurar a novidade.
"Aí o João falou: Erick eu acho que Deus vai mandar esses pais olha, para você", repete a mãe de João, Giselle Cavalcanti Barros de Quevedo, de 41 anos.
A emoção toma conta dos quatro que hoje formam uma bela família. As lembranças fazem com que a cena se repita nos mínimos detalhes. "No coração a gente estava sem saber o que tinha acontecido com o Erick, nem a Giselle e o Miro sabiam onde ele estava. Quando fomos fazer o curso pela segunda vez é que tudo foi casando: a adoção do João, o Erick não ter uma família", explica Wilson.
Foram dois meses até sair toda papelada, quando se trata de uma adoção tardia, com crianças mais velhas, o processo pode andar muito mais rápido. Desde setembro de 2013, a Justiça tinha determinado que Erick e João ficariam em abrigos. João foi adotado dia 10 de agosto de 2016 e Erick, 13 de dezembro.
"Quando o Erick surgiu no vídeo foi só para confirmar que ele estava nos esperando, que já era o nosso filho", se emociona Wilson. O Natal já foi todo mundo junto. "A gente passou a ser uma família, trocamos anseios, experiências. A Mayara está sendo uma irmã mesmo", afirma Giselle.
Entre os meninos, não tem dificuldade em explicar: os dois continuam irmãos e os pais de um, são a segunda família do outro, já que depois das adoções, Giselle e Miro serão os padrinhos de Erick.
"A gente está bem, nos falamos pelo Whats todo dia. Irmãos nunca se separam, a gente vai ser irmão para o resto da vida", diz Erick Antony Ferreira de Santana, de 13 anos. O menino faz aniversário em abril e pelo "avançado" da idade, também não esperava que ainda fosse ganhar uma família.
"Eu não imaginava isso, eu achava que nunca seria adotado e nunca poderia ficar perto do meu irmão. Até comecei a pensar que não queria mai ser. Por que? Eu ficava com medo de ser devolvivo, já vi outras pessoas adotando e devolvendo crianças", justifica.
Para João, a felicidade transborda do sorriso para os olhos. Ele é só alegria. "É tão emocionante assim ter padrinho e meu irmão perto de mim. Isso me traz uma alegria tão forte, no fundo do meu coração, que eu todo dia penso neles", comemora.
Fonte:http://www.campograndenews.com.br/lado-b/

Nessas férias ofereça mais do que brincadeiras para seus filhos



Todo pai e mãe se preocupa com a saúde emocional de seus filhos, mas são tantos compromissos diários, que às vezes não há tempo para um programa com esta finalidade. Pensando nisso, a Escola da Vida resolveu otimizar este tempo e oferecer a oportunidade para que os jovens desenvolvam habilidades emocionais e sociais durante as férias. Escola da Vida é um programa desenvolvido pela psicóloga, mestre em psicologia da saúde, Ana Flávia Weis, que estimula habilidades de vida em crianças e adolescentes. Habilidades de Vida são competências relacionadas à inteligência emocional, que envolvem: reconhecer suas emoções e as emoções dos outros e saber lidar com elas; ter autoconhecimento; empatia; habilidades de enfrentar o estresse e resolver problemas; habilidades de se acalmar em situações difíceis; ser criativo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças passem por treinamentos em programas de habilidades de vida para a prevenção de ansiedade e depressão. O objetivo da  Escola da Vida é instrumentalizar as crianças e os adolescentes com estratégias para lidarem melhor com suas emoções. Os programas da Escola da Vida acontecem uma vez por semestre sempre em contra turno escolar e neste ano estamos lançando um programa especial de férias, que terá a duração de cinco dias (16 a 20 de janeiro de 2017) e incluirá as seguintes atividades: Inteligência Emocional; Psicoeducação dos sentimentos; Psicomotricidade; Habilidades sociais; Musicalização; Alimentação saudável; Meditação. As crianças e os adolescentes serão divididos em grupos onde realizarão atividades específicas, conforme sua faixa etária: 03 a 05; 06 a 08; 09 a 12; 13 a 16 anos. O programa todo é planejado, dirigido e aplicado por uma equipe de psicólogos, com experiência em grupo de treinamento de habilidades de vida. As inscrições e demais informações podem ser realizadas pelos telefones: (67) 3201-0432 / 99900-8484 ou diretamente no endereço do Instituto Ana Flávia Weis de Terapia Cognitivo-Comportamental: Rua Coronel Sebastião Lima, 1351, Jd. Monte Líbano. As vagas são limitadas!

Livro infantil ajuda a superar o tema da adoção


São Paulo, julho de 2010 – Para muitas famílias há o importante desafio de contar aos filhos quando os mesmossão adotados. Em muitos casos pode haver revoltas, brigas e traumas para a vida toda. Pensando nas dificuldades que afligem tantos pais, a editora gaúcha Artmed lança o livro “Tudo sobre adoção”, dos especialistas Marc Nemiroff e Jane Annunziata. A obra faz parte da coleção Artmed Kids.
Referendado pela Associação Americana de Psicologia, a obra visa ao melhor entendimento por parte das crianças sobre o como e o porquê da adoção. Os pequenos recebem explicações e orientações feitas sob medida para eles assimilarem a descoberta e superar preconceitos e mágoas.
Além disso, a obra apresenta uma pequena orientação os pais, por meio de notas, sobre como lidar com os efeitos da novidade dentro de casa e auxiliá-los a responder as perguntas mais desafiantes feitas pelas crianças.

Meu Filho do Coração. Um Livro Para Pais e Filhos Adotivos(Português)

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A adoção é uma das escolhas mais amorosas que podemos fazer. Mas há questões que podem parecer complicadas para o filho adotivo quando ele ainda é pequeno. Por isso, Kevin Leman, psicólogo clínico, e seu talentoso filho Kevin Leman II, autor e ilustrador, resolveram escrever este livro juntos. Meu filho do coração explica, com graça e ternura, e numa linguagem muito próxima da criança, a principal razão que leva uma família a adotar: o amor. Trata-se de uma obra para ser lida com a criança, de modo que os pais possam falar-lhe não só do amor, mas da importância e do lugar que ela ocupa como um desejado membro da família. A MC preparou uma surpresa para pais e filhos curtirem juntos! Que tal colorir uma das ilustrações do livro? Basta clicar aqui e imprimir a ilustração no formato A4.
  
  • Capa comum: 32 páginas
  • Editora: Mundo Cristão; Edição: 1ª (1 de janeiro de 2015)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8543300916
  • ISBN-13: 978-8543300917
  • Dimensões do produto: 19,8 x 20,6 x 0,4 cm
  • Peso do produto: 141 g

O simples fato de gerar um filho não faz de ninguém um pai ou uma mãe.

A adoção é uma modalidade de filiação inferior? Gerar um filho faz de alguém pai ou mãe? É possível criar um filho que foi gerado sem nunca adotá-lo como filho? Ou cria-se um filho simplesmente porque foi gerado por alguém que não tem coragem de abandoná-lo? E o adotado, é alguém digno de pena? Questões como essas fazem parte de meu cotidiano pessoal e profissional. De um lado, sou questionada acerca disso por causa das experiências de adoção em família; por outro, trabalho com pessoas inférteis que não conseguem gerar filhos, mesmo com todas as possibilidades da medicina de hoje.

A adoção é uma escolha. Pode até ser uma escolha com alguma motivação diferente da que deveria ser – adotar para conceder paternidade a uma criança que foi gerada por outros. Mas, trata-se sempre de uma escolha. Por isso, aqueles que passam por todos os requisitos legais exigidos também têm a liberdade de desistir antes de serem considerados aptos a assumir a paternidade de uma criança – e, mesmo quando já ultrapassaram essa etapa e são chamados para conhecer alguma criança disponível para adoção, ainda podem desistir.

É possível também desistir de uma criança que foi gerada no próprio útero. Alguns são abortados antes de nascer; outros, abandonados logo que vêm à luz. Em casos extremos, recém-nascidos podem ser até mortos por aqueles que os geraram. Nestas três situações, valores sociais, morais e religiosos são ignorados por quem os transgride, além das leis penais vigentes no país, que criminalizam tais práticas. Isso sem falar na violência contra a própria consciência de que as pratica. Todavia, uma coisa é certa: o simples fato de gerar um filho não faz de ninguém um pai ou uma mãe. É possível gerar, criar, mesmo assim, nunca – mas nunca, mesmo –, adotar, afetivamente, o próprio filho. Toda criança, de fato, precisa ser adotada pelos pais biológicos; e, na ausência destes, por outros pais.

É preciso desfazer o engano preconceituoso de que toda criança adotada trará problemas sérios para seus pais. Há bem pouco, no trágico assassinato do bispo anglicano Robinson Cavalcanti, uma manchete acrescentou "filho adotivo" nas características do acusado pelo crime. Curiosamente, nunca se coloca que determinado criminoso que executa os pais é seu "filho biológico", ainda que seja este o caso. Parece bem claro que a menção de que o filho é adotivo, nesse tipo de contexto, revela a crença de que o crime poderia ter como causa a adoção.

Não temos como avaliar as escolhas que as pessoas podem fazer na vida adulta. É claro que pais e mães – biológicos ou adotivos – falham. E falham porque todos os pais são humanos e possuem um lado caído, assim como seus filhos, sejam os gerados pelos pais biológicos ou os filhos por adoção. Naturalmente, é impossível conhecer que tipo de comportamento e modo de agir terão no futuro. Pais e filhos jamais serão perfeitos. Mas estou certa de que uma criança que experimenta a aceitação e o amor dos pais, biológicos ou não – mesmo que já tenha sofrido alguma rejeição, seja lá de que maneira for –, têm a possibilidade de superar a dor e se tornar também amorosa.

Geralmente, os amigos de familiares que escolhem adotar uma criança cometem dois erros. No primeiro, olham a criança como uma coitada que encontrou um espaço naquela família. Porém, uma criança adotada não é uma coitadinha. Ela pode até ter sido vítima de pais irresponsáveis ou pessoas insensíveis; pode ter passado por toda sorte de maus tratos e privações. Sim, pessoas adotadas podem carregar na própria história muitas carências; mas toda e qualquer vivência, na experiência humana, pode cooperar com o jeito dela de ser. E, em muitos casos, o que poderia ser tão ruim acaba por contribuir para que aquela criança, que logo será um jovem e um adulto, tenha uma vida livre de danos para si mesma e para os outros. Um segundo erro é a atitude de ver a criança adotada como alguém de muita sorte. Ora, se quem é adotado tem sorte, a família que adota também tem. A criança encontrou a família, e a família encontrou a criança – e os dois lados envolvidos vão experimentar sentimentos prazerosos e doloridos na caminhada da interação entre pais e filhos.

Há esperança para todos os que se envolvem ou são envolvidos na maravilhosa relação de adoção. Davi, rei de Israel, sabia disso muito bem. Por isso, foi capaz de afirmar, no Salmo 27.10: "Ainda que meu pai e minha mãe me desamparem, o Senhor me acolherá".

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre adoção?"

Resposta: Adoção pode ser uma boa alternativa para pais biológicos que, por vários motivos, talvez não possam cuidar de seus filhos. Pode também ser uma resposta de oração para muitos casais que não podem conceber seus próprios filhos. As Escrituras falam de adoção de uma forma bem favorável e como uma forma que Deus usa as pessoas para fazer Sua vontade e trazer-Lhe glória.

Há uma história no livro de Êxodo sobre uma mulher hebréia chamada Joquebede, a qual deu à luz a um filho durante o período que o Faraó (o rei) tinha ordenado que todos os bebês machos fossem mortos para controlar a população (Êxodo 1:15-22). Joquebede preparou uma cesta com barro e betume, e pôs o bebê às margens do rio. Uma das filhas de faraó viu a cesta e apanhou a criança. Ele acabou sendo adotado à família real e chamado de Moisés. Ele se tornou um servo fiel e abençoado de Deus (Êxodo 2:1-10).

No livro de Ester, uma linda menina chamada Ester, a qual foi adotada pelo seu primo depois da morte de seus pais, tornou-se uma rainha e Deus a usou para trazer libertação ao povo judeu. No Novo Testamento, o filho único de Deus, Jesus Cristo, foi concebido através do Espírito Santo ao invés da semente do homem (Mateus 1:18). Ele foi adotado e criado pelo marido de Sua mãe, José, o qual cuidou de Jesus como seu próprio filho.

Quando entregamos nossos corações a Cristo, acreditando e confiando nEle para nossa salvação, Deus diz que nos tornamos parte de Sua família – não através do processo natural de concepção humana, mas através de adoção. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, {Aba; no original, Pai} Pai” (Romanos 8:15). Incluir uma pessoa à família através de adoção é feito por escolha própria e por amor. “...nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:5).

É bem claro que adoção – tanto no sentido físico como no espiritual – é mostrada de uma forma favorável por todas as Escrituras. Tanto aqueles que adotam quanto os que são adotados podem receber bençãos e alegria em abundância.

Diferentes mídias, diferentes abordagens!

Por se tratar de um tema delicado, pode-se dizer que a discussão sobre adoção ainda acontece de maneira tímida em todos os tipos de mídia. No caso da mídia primária, o assunto muitas vezes é omitido entre seus interlocutores pois implica em uma certa intimidade e normalmente carrega um peso de confissão, um retorno à memórias que podem ser pouco agradáveis. Como toda comunicação humana começa na mídia primária e é ela a responsável por realizar o nível de contato mais sensorial e íntimo, é inevitável que de alguma forma o assunto continue carregando características que dificultam o debate também ao longo das outras mídias.
Na mídia secundária, por exemplo, o tema acaba sendo abordado de forma rasa por jornais e revistas. Ainda há muitos pré-julgamentos envolvidos quando o assunto é adoção e defender ou expor uma posição pode acabar comprometendo um veículo, sendo assim, sua linha editorial muitas vezes fala mais alto do que o emissor por trás da informação. Não podemos afirmar que a mídia ignora o tema, mas ainda falta muito para considerarmos a cobertura como positiva.
Quando a extensão da comunicação atinge a mídia terciária, o debate ganha “voz” novamente e há um retorno da escrita conjugada ao audiovisual. A importância dessa mídia para o debate é enorme, já que ela é a única capaz de alcançar milhões de pessoas e ultrapassar barreiras de tempo e espaço.
Quando o tema adoção e casamento homossexual se unem, temos uma discussão ainda mais inflamada e todos os pontos apontados acima são potencializados. De certa forma, gera-se uma ambivalência pois o tema ainda é tratado como delicado pela mídia, porém, desperta ainda mais o interesse por parte da sociedade.
Na reportagem especial feita pelo programa Ana Maria Braga, em outubro de 2010, a apresentadora se mostra confortável ao falar do assunto, apresenta casais homossexuais que realizaram adoção e conta a história de vida dessas pessoas. Por se tratar de um programa de TV matinal, o esperado seria que o assunto simplesmente não fosse pautado, porém a apresentadora com toda sua experiência e carisma, já possui confiança e intimidade do público suficientes para falar sobre eles sem problemas. Contar uma trajetória de adoção em seu programa possui outro peso, já que na mídia terciária a apresentadora se tornou uma referencia, pois é vista como um exemplo de dona de casa e uma líder de uma classe.

ADOÇÃO - Há 5,4 vezes mais pretendentes do que crianças aptas à adoção

http://www.crianca.mppr.mp.br/modules/noticias/article.php?storyid=476
De acordo com dados do CNA (Cadastro Nacional da Adoção), ferramenta criada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2008 para centralizar e diminuir a distância entre aqueles aptos à adoção e os pretendentes, há 5.426 crianças ou adolescentes esperando uma família e 29.440 que esperam uma criança, o que representa um número 5,4 vezes maior. À primeira vista, pode parecer que a conta não fecha, porém os pretendentes exigem um perfil que não é facilmente encontrado nos abrigos país afora.
Neste sábado (25/05), comemora-se o Dia Nacional da Adoção. Se por um lado há que se comemorar a existência de uma ferramenta como o CNA, lançado em 29 de abril de 2008 com objetivo de agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas, por outro, em cinco anos, foram adotados apenas 1.987 crianças ou adolescentes...

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Qual é o melhor momento para contar ao filho que ele é adotado?



Toda criança tem o direito de saber sua história, que deve ser tratada de forma natural. Especialista dá dicas sobre como os pais devem falar sobre adoção

Minha filha está com 3 anos e é adotada. Ainda não contei isso a ela e tenho muito medo de que sofra no futuro quando souber. Qual é o melhor momento para falar sobre o assunto?

No mundo ideal, um filho adotivo deve conhecer desde sempre a sua situação. Por isso, o indicado é que o termo “adoção” seja usado normalmente pelos membros da família desde a chegada da criança. A atitude permitirá que o pequeno incorpore a história dele com a maior naturalidade, prevenindo traumas e tabus. Mas não se preocupe por não ter seguido tal roteiro: você pode esclarecer agora o fato para sua filha. Aos 3 anos, a criança tende a aceitar a informação sem grandes conflitos, até porque não entende o real significado dela.
Uma forma leve e adequada de abordar o assunto é se apoiar em casos da ficção, como o do Super-Homem, que passou de uma família para outra. “Desde os 2 anos, a garotada já é capaz de ouvir com interesse esse tipo de história”, diz a psicóloga Lidia Weber, autora de Adote com Carinho (Juruá). Ao ver que algo acontece também com os outros, as crianças aceitam a própria situação com mais facilidade. “Mas esses enredos devem ser contados de forma sistemática, várias vezes, para o pequeno entender o contexto.”
Quando sua filha já estiver familiarizada com o assunto, é hora de falar especificamente sobre a história dela. Só evite fazer uma cena e imprimir ares de revelação à conversa – que, assim, ganhará um peso excessivo e desnecessário. O melhor é que ela receba as informações de forma gradativa. Deixe que a curiosidade dela dite o ritmo das descobertas. “Os pequenos compreendem a adoção de maneira diferente conforme a idade”, diz a psicóloga Soraya Pereira, presidente da Aconchego, em Brasília, ONG de apoio a famílias que adotam. “Cabe aos pais estar informados e preparados para saciar as dúvidas quando elas aparecerem, lembrando sempre que não adianta dar informações que o filho não tem capacidade de entender.”
Ao dar as informações que sua filha tiver interesse em saber, o essencial é nunca mentir – mesmo que a mentirinha pareça inofensiva. Outro ponto fundamental nessas conversas é agir com naturalidade. Por exemplo, quando a criança perguntar se nasceu da sua barriga, responda que não sem dramas. Emende que ela foi gerada por outra mulher, mas que ser adotada não significa ser menos amada ou menos importante. Pelo contrário: diga que a decisão de tê-la na família foi uma das melhores da sua vida. “Mas lembre-se de que a adoção é um processo do passado”, destaca Lidia. Ou seja, você deve deixar claro que isso já ficou para trás e ela se tornou sua filha legítima. Por fim, nunca se refira a quem a gerou apenas como “mãe”, e sim como “a mãe de nascimento”. O primeiro papel, afinal, é seu. “Para a criança, a figura materna é a que cria e dá amor.”

Leandra Leal e o marido, Alê Youssef, adotam menina de dois anos


Atriz e o produtor cultural contaram apenas para parentes mais próximos.

Leandra Leal e o marido, Alê Youssef aumentaram a família. Assim como Marcello Anthony, Glória Maria e Astrid Fontenelle, a atriz e o jornalista e produtor cultural recorreram à adoção. Eles que estão juntos desde 2010 adotaram uma menina de aproximadamente 2 anos de idade.

Leandra e Alê optaram por manterem segredo sobre a adoção, conseguida recentemente, e apenas os parentes mais próximos têm conhecimento da criança.


Em 2013, a artista de 33 anos afirmou ter vontade de ser mãe. "Quero ter filhos e claro que minha mãe quer ter um neto, mas fiz 30 anos agora. Plano mesmo, não tem nada", contou.

Sugestão de leitura - Beijos da Katie

Este livro convida os leitores a uma jornada de amor incondicional. Katie, uma jovem carismática e expressiva, foi para Uganda numa breve missão durante as férias de Natal, e sua vida virou do avesso. Ela se sentiu tão tocada pelo povo e pelas necessidades desse país, que compreendeu que seu destino era voltar para lá e cuidar daquelas pessoas. Katie está no processo de adoção de treze crianças em Uganda, e estabeleceu um centro de cuidados chamado Amazima, que alimenta e coloca centenas de crianças nas escolas, além de lhes prover ensinamentos bíblicos. Você vai chorar e rir com Katie enquanto ela procura atender ao seu chamado interior.

Sugestão de livro - Voluntariado


O que pensar acerca de ações voluntárias, que são referidas socialmente como fazer o bem, ajudar o próximo? Quais motivações inconscientes podem estar em jogo? Serão elas sempre úteis e adequadas àqueles que as recebem? E esses outros a quem nos referimos nessas situações como carentes, desfavorecidos, desamparados, que posição ocupam nessa relação, o que pode vir a produzir nesses sujeitos uma possível experiência como essa? Para responder a esses questionamentos, a psicóloga e psicanalista Rachele Ferrari, nos convoca, de forma sensível e contundente, a pensar e a nos posicionar sobre o fazer voluntário. É justamente o resultado desse trabalho que agora poderá ser conferido em Voluntariado : uma dimensão ética.