Toda mãe precisa de folga dos filhos. E não tem nada de errado nisso


Aposto, aposto pra valer, que você já se viu nessa situação: Você sonha em passar algumas horas, ou dias, longe dos seus filhos, mas, no mesmo instante em que pensa isso, se arrepende, se culpa, se sente uma péssima mãe. Afinal, que mãe em sã consciência poderia querer ficar longe dos filhos? Só uma desalmada, não é mesmo?
Mas não, não é nada disso. Toda mãe, ainda mais em sã consciência, tem o direito de querer ficar longe dos filhos. Mais do que isso, tem quase que o dever mental de querer isso. E a verdade é que todas nós queremos, em um momento ou outro, com maior ou menor frequência.
Sim, tem horas que eu quero sumir de casa. Sair porta afora, pegar o carro, ir para um lugar com paz, silêncio e, de preferência, uma cama bem macia para eu me deitar e dormir por hoooooras. E isso sempre acontece naqueles dias que meus dois pequenos estão com a macaca, não param um segundo, me demandam o tempo todo e para tudo, gritam, choram, brigam um com o outro e por aí vai (nem preciso explicar, né? Vocês entendem bem disso).
E sei que não é só aqui que esse sentimento de “preciso fugir agora” aflora. Na casa das minhas melhores amigas, casa das vizinhas, casa de quem eu nem conheço isso também rola. Sim! Toda mãe sente essa vontade de ter algumas horas longe dos filhos, mas nem todas assumem. Nem todas tem coragem de confessar. E algumas não admitem isso nem para elas mesmas.
E isso tudo por quê? Porque existe uma idéia de que mãe não pode achar que a função materna cansa, suga, exaure, enche o saco muitas vezes. Mãe não pode reclamar, não pode jogar a toalha, não pode pedir arrego. Mãe tem que estar sempre pronta, sempre disposta, sempre feliz, sempre satisfeita, sempre à disposição.
Mas não é assim, minha gente. Eu, você, a moça sentada ao seu lado, aquela amiga que você não vê há tempo, enfim, toda mulher que é mãe é, antes de tudo, um ser humano. E seres humanos tem limites, tem desejos, tem necessidades.
Quando um bebê nasce, a vida de uma mulher não se resume só a ele. Claro que ele irá ocupar muuuuuiiiiiito espaço da vida dela, mas não pode, não deve, ocupar todos eles. Tem que sempre sobrar um tempinho para ela mesma, para o casal, para outras pessoas que sempre foram importantes para ela (nem que seja depois de alguns meses).
Assim, se você se culpa por querer uma folga dos filhos, pare já com isso. Já! Pare imediatamente! Você tem todo o direito de querer isso, porque cuidar de filho dá trabalho, e muito trabalho (ainda mais quando a gente quer fazer as coisas bem feitas), porque ver a sua vida mudar significativamente, de uma hora para a outra, não é das coisas mais fáceis de se encarar, e porque, principalmente, toda mulher PRECISA, MERECE, um tempo só para ela.
Gosto de dizer que os momentos que eu tenho que são só meus são aquelas pausas que eu necessito para recobrar a minha sanidade. Sim, eu sou uma pessoa que corre, faz e acontece 24h por dia (sim, até de madrugada rola expediente por aqui), assim, de vez em quando, eu preciso sumir. Preciso de uma folga dos filhos, da casa, do trabalho, das obrigações normais da vida. Preciso de um tempo só para mim, para me cuidar e para fazer o que eu gosto.
Assim, de uns meses para cá, eu voltei a me colocar em primeiro plano na minha vida. Agora, eu cuido de mim para ter forças para cuidar dos meus filhos. E quer saber? Fez uma diferença danada! Leo está muito mais tranquilo (ele estava impossível) e Caê melhorou até sua saúde. Sem contar o relacionamento a dois que também deu um bom up.
Hoje, eu me dou ao luxo de ir ao salão de beleza uma vez por semana, correr duas vezes e fazer aula de personal outras duas. Hoje, eu me dou ao luxo de sair para almoçar com amigas e jantar ou pegar um cineminha com o maridão. Eu me dou até ao luxo de passar um final de semana inteiro, descansando e curtindo, a dois, num hotel gostoso. Longe dos filhos (logo conto essa experiência aqui). E quer saber, não é porque comecei a fazer essas coisas que deixei de brincar e passear com meus filhos, de colocar os dois na cama todas as noites, de levantar todas as madrugadas para atender o Caê e me dedicar, como sempre me dediquei, a eles.
Dar uma folga para nós, mães, é importante, é necessário e ninguém tem que se culpar por querer isso. Isso é saudável. Isso faz um bem danado para nós e para eles (mente e corpo descansados funcionam bem melhores. Tem mais ânimo para tudo).
Quando as mães entenderem que não precisam se deixar totalmente em segundo plano para cuidar dos seus filhos, quando mães e filhos andarem mais lado a lado (cuido deles, mas cuido de mim também), teremos uma maternidade muito mais equilibrada, muito mais tranquila e muito mais prazerosa.
Muitas vezes, é só uma questão de mudar nossa postura e nossos hábitos (encontrar tempo na agenda para nós!). Muitas vezes, basta passar a confiar em outras pessoas para cuidar dos nossos pequenos. Não precisamos ser onipotentes e onipresentes. Precisamos sim equilibrar as coisas.
Fonte: http://www.macetesdemae.com

Contagem regressiva: A vida (re) começa aos 18 anos



Aparecida Rosângela tem 25 anos, a mesma idade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ambos nasceram em 1990, mas a menina não viu valer o seu direito. Viveu institucionalizada dos 8 aos 18 anos, sendo que a lei prevê permanência máxima de dois anos em abrigos. Aparecida encarou a condição de abandono com resiliência, contudo sente a ausência de afeto e de vínculos. Hoje, constituiu a própria família: marido, filho, sogra, cunhados, mas ainda carrega dentro de si imenso vazio. "Por mais que eu ame o meu filho, o meu marido, eu sinto falta de um colo".
Apesar de o nome Aparecida significar "a que apareceu", a jovem permaneceu invisível até completar 18 anos, assim como ocorre com a maioria das crianças e adolescentes não adotadas. Ela é só mais um exemplo dentre tantos outros que passam anos em instituições de acolhimentos à espera de um lar, uma família, uma oportunidade para amarem e serem amadas.
O fato é que, com o passar do tempo, as possibilidades de adoção vão ficando cada vez mais distantes. A contagem regressiva para deixar o abrigo é inevitável, e a angústia desses jovens também. No Ceará, 35 adolescentes que constam no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) vivem esse drama atualmente. Muitos outros permanecem nas unidades sem sequer conseguirem inscrição neste cadastro.
A boa notícia é que as famílias estão ampliando a faixa etária para até os 7 anos, deixando mais de lado a preferência pelos bebês. Os problemas, contudo, estão longe de solução, pois muitos jovens completam os 18 anos vivendo nas instituições, sem vínculos, sem promessas e sem perspectivas.
Em abrigos mantidos pelo poder público no Ceará, essas histórias se repetem dia após dia. Foi lá que conhecemos, além de Aparecida, jovens como Marcos, 18 anos, Bruno, Marta e Aline, todos de 17 anos (nomes fictícios).
Em suas narrativas, não evidenciam a esperança de ainda serem acolhidos por uma nova família, mas demonstram a vontade de formar a própria com toda amplitude que isso significa. Pensam em estudar, conseguir emprego para garantir o sustento ao mesmo tempo em que nem sabem para onde ir.
Sem proteção
"Chegar à maioridade é a sentença irrecorrível ao novo abandono para a maioria daqueles que não foram adotados. Mesmo contra a essência das políticas de proteção do poder público, a maioria dos jovens são deixados por sua própria conta e risco", alerta Suzana Schettini, psicóloga e presidente da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD).
Segundo Suzana, costuma ocorrer uma interrupção brusca de seus relacionamentos dentro dos lares e, principalmente, na sua formação profissional. Sem alternativas, muitos jovens voltam ao ponto de extrema vulnerabilidade social. É sobre esta condição, por vezes silenciosa, que trata este DOC "Contagem regressiva - A vida (re)começa aos 18 anos".

Dica de leitura

http://www.submarino.com.br/produto/112519034/livro-adocao-tardia-devolucao-ou-desistencia-de-um-filho-a-necessaria-preparacao-para-adocao 
                    Clique na imagem e saiba como adquiri-lo!

Assalto une irmãos separados por adoção há 40 anos


Um assalto ocorrido em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi a causa do reencontro entre dois irmãos que foram dados à adoção há 40 anos. A vítima foi Ana Paula Ferreira, a pessoa que o irmão, o vigilante Sério Luiz Ferreira, pediu que a Polícia Civil encontrasse o paradeiro.
Ferreira procurou a Delegacia de Desaparecidos, em fevereiro deste ano. Ele descobriu que tinha duas irmãs e uma delas não quis reestabelecer contato. Já Ana Paula foi descoberta pelos dados que apareceram ao registrar um boletim de ocorrência do roubo que foi vítima. 
Segundo uma investigadora da Polícia Civil, os dados da irmã apontavam para a mesma mãe do vigilante. E dali, foi um passo para marcar o encontro. Para Ferreira, o reencontro só vai trazer alegrias e união daqui para frente. 
— Você tem que procurar sua família biológica. Tem que saber sobre as pessoas que são do seu sangue. Estou muito feliz. Eu quero demais ter essa convivência familiar.
Na sala ao lado da delegacia, Ana Paula, acompanhada do marido e dos dois filhos, conta que já sabia da existência dos dois irmãos. Ela conta que também foi dada para adoção e passou por muitas famílias. Até que as 14 anos conseguiu um emprego, procurou a mãe e começaram a viver juntas. O encontro com irmão significou muito para Ana Paula já que foi o último desejo da mãe, que morreu há 18 anos.
—Na última festinha que fizemos, ela disse que queria procurar pelo Sérgio e a Ana Cláudia [a outra irmã].
Fonte:  www.r7.com

Ao completar 18, menina se despede de abrigo voltando para agradecer juíza


Ilkelly completou 18 anos e de presente, ganhou uma festa de aniversário surpresa. A chegada da maioridade trouxe a ela a despedida do lugar que aprendeu a chamar de lar. Os últimos anos de vida foram ali, dentro de uma das instituições de acolhimento da cidade, a Segunda Casa. De família desestruturada, pai alcoólatra e mãe assassinada quando ela só tinha 6 anos de idade, Kelly sorri para a vida, agradece a quem lhe estendeu a mão em palavras de amor. 
De Dois Irmãos do Buriti, cidade distante 83 quilômetros da Capital, a trajetória de Ilkelly Gomes de Souza incluiu três fugas, até perceber que os diretores do abrigo seriam a melhor família. 
"Minha mãe morreu cedo. E o fato do meu pai ser alcoólatra, ele não ligava para a gente. Fui morar com meus tios e ficava de casa em casa e em lugares que achava que poderiam cuidar de mim, mas eu era maltratada, as pessoas aproveitavam da minha boa vontade e eu aguentava, porque precisava de um lugar, um teto para morar", descreve. 
Nas idas de casa em casa, na cidade natal, ouvia do pai que um dia iria parar no abrigo, que "ela ia ver", como se a instituição fosse castigo. Kelly é a mais nova das meninas, de um total de 11 filhos.
Quando chegou à "casa de passagem", denominada assim porque abriga temporariamente as crianças e adolescentes retirados das famílias, fugiu no mesmo dia. A pegaram, ela fugiu de novo e foi encontrada. Dessa vez, foram dias passando fome e frio nas ruas.
"Quando eu voltei, falei que queria mudar, queria uma nova história para a minha vida e a doutora Katy falou que ia me mandar para o abrigo. Fiquei esperando como ia ser lá e ela (a juíza) disse que eles iam me amar, cuidar de mim", recorda a ainda menina, Kelly - à época com 14 anos. A juíza em questão é a titular da Vara da Infância e Juventude, Katy Braun.
Os anos dividindo casa, quarto e comida entre crianças com outras tantas histórias iguais as de Kelly, lhe renderam um novo significado para família. "Eles me amaram, me ensinaram, fizeram papel de pai e mãe mesmo. Tudo o que uma família faz por uma criança, uma adolescente que precisa de estrutura, de lugar fixo. Durante esses quatro anos, foram momentos maravilhosos", descreve.
As maravilhas incluem até as correções, que Kelly admite o quão foram necessárias para que ela encontrasse um caminho. "Tive os sonhos restaurados. Sonhos, sabe? Hoje eu tenho sonho, sou amada, pessoas que me amam de verdade. Como eu vim de uma família desestruturada, eu pensava que nunca ia ter uma, porque ia ser igual, ia acontecer novamente. Mas aqui foi diferente", diz. O exemplo que lhe faltou em casa, ela achou no abrigo. Usava como exemplo os funcionários, se espelhava neles.
"Hoje tenho sonhos de me casar, de construir minha família, de ser a mãe que eu não tive, de ver meu marido ser o pai que eu não tive". Kelly já tem um "candidato", um namorado tão lindo quanto ela, que carrega sensibilidade no olhar.
Desde que chegou ao abrigo, a jovem sabia que quando completasse 18 anos, se mudaria. Só não imaginaria que teria um suporte e uma segurança para quando chegasse a hora. "Eu ficava pensando, mas eu vou embora sozinha? Sem ninguém. Agora não, eu sei que a gente criou um vínculo. Uma família mesmo, que sempre vai estar me apoiando. Hoje, o pensamento é diferente". As palavras saem de frente para a "tia", Zuleica Marques, coordenadora da instituição de acolhimento Segunda Casa, que foi quem ensinou que abrigo não é lugar e sim pessoas.
Zuleica tem amor no falar, nos gestos e no carinho para com Kelly. A tem como filha e a reciprocidade confirma o afeto. "A gente começa a preparar o desacolhimento dos 15 anos em diante, para aquelas moças que sabem que não vão poder retornar para a casa. Nós não vamos abrir o portão, pronto, fez 18 e desacolher. Não, elas não estão sozinhas", afirma a coordenadora.
Neste meio tempo  a jovem fez curso  de cabeleireira, continua os estudos e também trabalha. Uma nova moradia está sendo providenciada, deve ser dividida junto de outra adolescente do abrigo, que completa 18 em janeiro.
"Eu vou continuar em Campo Grande, viver a vida aqui. Minha família? Quando eu tiver oportunidade, eu verei. Mas não vou guardar ressentimento. Liberei perdão na vida deles, quero que estejam bem. O abrigo foi um lugar onde as pessoas me amaram de verdade, onde eu, que nunca tive amor e afeto de pai e mãe, tive. Eu vejo como uma casa, uma família", resume.
Na última sexta-feira, Ilkelly foi até a juíza, a mesma que a direcionou para o abrigo, agradecer. Parte da gratidão incluiu até o convite para que ela aceite ser madrinha do casamento, sonho que um dia a jovem vai realizar. Para a "tia" do abrigo, Zuleica e os demais coordenadores, Aluízio e Silvano, a demonstração vem na declaração. "Vou honrar a vida deles. Reconheço, nos mínimos detalhes, tudo o que eles fizeram para mim".
Ilkelly quer ser advogada. Quem sabe será juíza, para dar a outra menina o mesmo olhar lançado à ela.
Fonte: www.campograndenews.com.br

Depois de uma vida inteira em abrigos, rapaz com 26 anos é adotado e convive com a nova família em Florianópolis

http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2014/08/depois-de-uma-vida-inteira-em-abrigos-rapaz-com-26-anos-e-adotado-e-convive-com-a-nova-familia-em-florianopolis-4576406.html

Sentado no chão do quarto, Josué, 26 anos, monta um quebra-cabeça. A embalagem com o mosaico de um caminhão indica o brinquedo para crianças. Em pé e perto da porta, Maria de Lourdes Apolinário, a Lurdinha, 51 anos, desafia a lógica do senso comum.
Encaixa a história de Josué, que tem diagnóstico clínico de síndrome de Down e rendimento de Deficiência Mental Moderada, à sua vida. Essa alteração genética não impediu que ela entrasse com pedido judicial para adotá-lo. Agora, ela é a mãe dele.
O jovem Josué passou a vida toda em abrigos. Por duas vezes conviveu com famílias interessadas em tê-lo como filho. Mas provavelmente identificado como um "bebê down" foi devolvido.
O caso dessa adoção tardia, que se opõe às preferências da maioria dos interessados por adoção que aguardam por crianças pequenas e saudáveis, está sendo considerado inédito em Santa Catarina.
Existem casos de adoção de adultos. Porém, quase sempre de pessoas que convivem há mais tempo juntas. Do pedido à obtenção da guarda provisória, na Vara da Infância e Juventude, são apenas 10 meses.

Leia a matéria completa clicando na imagem acima!

Quando é hora de contar sobre a adoção para o filho

http://disneybabble.uol.com.br/br/comportamento/quando-e-hora-de-contar-sobre-adocao-para-o-filho
Dizer a uma pessoa que você escolheu amá-la é a maior razão para não temer essa revelação e, por isso, não deve ser adiada.

Por mais que pareça simples, para muitas famílias não é fácil falar abertamente sobre a história de um filho adotivo, principalmente quando é hora de contar a verdade para ele. O peito dos pais aperta por mil motivos: o medo da rejeição, a angústia de não querer que o filho sofra, além da dúvida em saber qual a melhor forma e o momento ideal de se dar a notícia.

Leia o restante da matéria clicando na imagem acima!

Doações Rio 2016: Um Legado dos Jogos

Para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (“Jogos”) o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (“Rio 2016”) adquiriu milhares de itens, de materiais de escritório até móveis, equipamentos de informática e de esporte. Preocupado com o ciclo de vida desses itens e buscando potencializar o legado dos Jogos, o Rio 2016 lança o Portal de Doações, plataforma online onde serão divulgados aqueles produtos e materiais utilizados durante os Jogos e que serão disponibilizados para doação. 

Para determinar as entidades aptas a receber as doações, o Rio 2016 obedeceu ao determinado em três normas: na Lei Federal nº 12.780/2013 que dispõe sobre medidas tributárias referentes à realização dos Jogos, na Lei n. 6.423/2013, do Estado do Rio de Janeiro, que trata de imposto de transmissões e doações e no Convênio ICMS n. 133/08, que autoriza os Estados a conceder isenções de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.

Clique na imagem abaixo e saiba mais:

https://portaldesuprimentos.rio2016.com/portal-de-doacoes-rio2016/

Quatro irmãos são adotados pela mesma família em Farroupilha

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2015/08/quatro-irmaos-sao-adotados-pela-mesma-familia-em-farroupilha-4825216.html
Casal decidiu adotar quatro crianças, com idades entre um e 12 anos, graças ao apoio da equipe de Farroupilha, na Serra. Cidade, que tem 0,6% da população gaúcha, fez 5% das adoções no RS em 2015

Clique na imagem acima e leia na íntegra a matéria!

TJGO julga inconstitucional expressão em lei que limita licença-maternidade de mães adotantes

A Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) declarou inconstitucional a expressão “até um ano de idade”, contida no artigo 230 da Lei Estadual 10.460/88, no tocante à limitação etária da criança adotada, em caso de licença-maternidade de adotantes. Com isso, o benefício poderá ser concedido também para mulheres que adotarem filhos com idade superior a esta. A relatoria é do desembargador Fausto Moreira Diniz.
Consta dos autos que no dia 30 de abril de 2015, uma servidora estadual da Secretária de Educação, Cultura e Esporte obteve a adoção de uma menina que, na época, tinha 4 anos. Com isso, ela requereu, administrativamente, a licença à adoção, o que foi indeferido sob o argumento de que a licença no prazo almejado restringe-se a criança de até um ano, conforme o artigo 230 da referida lei e o artigo 99 da Lei n°13.909/01. Assim, a servidora impetrou mandado de segurança para que lhe fosse assegurado o prazo de 180 dias.
Primeiramente, o magistrado ressaltou que o benefício da licença-maternidade encontra-se previsto como um direito social e, diante desse direito, impõe-se uma interpretação extensiva da lei também à mãe adotante, uma vez que a Constituição Federal não faz nenhuma distinção entre filho biológico e aquele inserido em uma família substituta.
Além disso, o desembargador lembrou que a licença-maternidade não se trata de um benefício exclusivo da mãe, mas também da própria criança, pois visa, segundo o desembargador federal André Nabarrete, do TRF da 3ª Região, “propiciar o sustento e o indispensável e insubstituível convívio, condição para o desenvolvimento saudável da criança”.
De acordo com Fausto Moreira, há entendimento pacificado, como recente julgamento, em 10 de março de 2016, em Recurso Extraordinário n° 778889, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, que diz que “os prazos da licença adotante não podem ser inferiores aos da licença gestante, não sendo possível fixar prazos diversos em função da idade da criança adotada”.
Ainda, o desembargador salientou que, na realidade, a idade da criança é um obstáculo no processo de adoção, diante da preferência, em regra, dos adotantes de acolherem crianças com menos de um ano de idade. “Na confluência do exposto, concluo que estipular um prazo exíguo para a licença adotante ou estipular diferenciações conforme a idade só dificultaria, ainda mais, os processos de adoção tardia. Diante desse cenário, a norma digladiada, ao conceder a licença de 180 dias somente para a mãe que adotou criança até um ano de idade, vai de encontro aos princípios e entendimento ora defendidos”, enfatizou, ao frisar que o Estado é garantidor do bem-estar do menor, não podendo, assim, criar obstáculos a esse processo de adaptação. (Texto: Arianne Lopes – Centro de Comunicação Social do TJGO)

A espera de um filho, sem limitar o amor, casal adota bebê com microcefalia


Uma espera de quase dois anos. Uma gestação de seis dias. Foi assim que o bebê com microcefalia nascido em Campo Grande chegou à família a 800 quilômetros daqui. No cadastro nacional, o casal estava entre os 202 pais que aceitariam uma criança com problemas de saúde e deficiências. Vindos de outro Estado, eles tiveram menos de uma semana para decorar todo o quarto que tanto esperava para receber um bebê.
Ele tem 38 anos e trabalha assentando pedras ornamentais e ela, professora de 33. A mãe biológica já tinha entrado com o processo para entrega do filho à adoção, ainda na barriga, por falta de condições financeiras. Segundo o núcleo de adoção, a microcefalia foi diagnosticada depois do nascimento. Como o processo ainda corre na Justiça, os nomes não podem ser revelados, nem tampouco as fotos que estampam a felicidade que o casal está, de ter o filho nos braços.
Professora, a mãe conta que desde a adolescência sabia de problemas de saúde que dificultariam uma gestação e quando começou a namorar quem hoje é o marido, não escondeu. "Não sei se um dia eu vou poder engravidar e ele disse: 'sem problema algum, a gente adota'", lembra.
Nela a ideia já existia desde a infância, depois que uma das tias adotou o primo. "Eu achava bonito", completa. Juntos, o casal têm 13 anos entre namoro, noivado e casamento e há dois, quando as tentativas de engravidar naturalmente não engrenaram, numa bateria de exames o marido também descobriu que as chances dele eram poucas.
"Quando saíram os resultados finais, a gente teve aquele abalo, porque por mais que você diga que um dia vai adotar, tem ainda a esperança de engravidar", fala a mãe. O pensamento, à época, foi interrompido por ele, que de imediato lembrou da possibilidade da adoção. Dentre os preparativos de curso e entrevistas, levou cerca de 1 ano até sair a habilitação e o casal ser encaminhado ao cadastro nacional de adoção.
"Foi setembro de 2014. A gente não determinou sexo, cor, raça, questão de região e problemas de saúde. A única coisa que a gente foi um pouco mais taxativo foi a questão da idade, de ser recém nascido e até no máximo 1 ano e meio", descreve a professora.
Com exatamente 15 dias de bebê nos braços. A mãe lembra exatamente como foi ver na expressão do marido que a hora deles havia chegado. O núcleo de adoção do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul ligou numa quinta-feira, às 5h da tarde. "Eu vi que ele veio conversando, confirmando que era a nossa residência e me perguntou há quanto tempo tinha saído nossa habilitação. Ele ficou emocionado, não conseguiu falar muito..." O telefone foi passado para ela.
"Por mais que já fizessem dois anos que estávamos esperando na fila, a hora da ligação é meio que um susto, se torna impactante. Falta chão, não tem palavra para decifrar como é a emoção", tenta dizer o pai.
Em princípio, o diagnóstico passado aos futuros pais era de hidrocefalia. A mãe passou a noite toda pesquisando o assunto na internet. "Você fica com aquele medo, pela questão do líquido no cérebro, mas ainda assim, nós tínhamos optado pelo sim".
O casal explica que a motivação maior era o desejo de serem pais:
"E se fosse uma criança gerada por nós? Nós iríamos descartar? Não. Aí está a chave da questão, não é porque você está adotando. Eu não vejo a adoção como a compra de mercadoria, onde você escolhe o mais bonitinho e branquinho. Não é por aí. Você não escolhe o sexo de um filho, a cor e nem mesmo problemas de saúde e se de repente, tivéssemos gerado uma criança assim, ele seria amado do mesmo jeito, então nada nos impediria de adotar uma criança com tais problemas", justifica a mãe.
No dia seguinte, o núcleo corrigiu a informação de que era microcefalia, mas para eles pouco importava. Tomados pela expectativa, o casal relata que só esperava o aval para poder vir buscar o bebê.
A viagem aconteceu na quarta-feira seguinte. Os pais já tinham fotos e vídeos do filho, mas vê-lo com os próprios olhos foi o maior encontro de amor que já tiveram. "Foi uma emoção, porque você olha e vê um ser tão pequenininho, indefeso e precisando de carinho. Ele tem muita coisa para dar pra gente, mais do que nós para ensinar para ele", acredita a professora.
Numa comparação com a hora do parto, ela tenta descrever que imagina como se fosse a sensação da maternidade. "É indescritível, como se ele tivesse acabado de sair de mim naquele momento. Quando a psicóloga me deu ele no colo, é como se ela tivesse feito o parto e me entregado. Foi a mesma coisa que senti na hora", narra a mãe.
Nos exames que levaram daqui, o bebê tem visão e audição perfeitas, assim como a alimentação. As consequências da microcefalia, só o tempo pode dizer e eles não estão tão preocupados com isso. "Mesmo que ele tenha atraso para acompanhar alguma coisa, é indiferente. O que a gente deseja é que ele seja uma criança maravilhosa, que tenha uma infância linda e que seja muito amado como já está sendo, por todos nós", resume a mãe.
A pediatra que acompanha o neném na cidade onde ele vai viver, repassou aos pais que ele suga "que nem um esganadinho" e os reflexos são muito bons. "Ela me explicou que o cérebro de uma criança é uma coisa que surpreende muito e quem sabe isso nos surpreenda", espera a professora. No trabalho dela, já estão prevendo um chá de bebê, mas com a presença do filho.
Quando pedimos para falar com o pai, o bebê vai para o colo da mãe. De longe dá para ouvir o carinho: 'cadê o bebê da mamãe?' O pai enfatiza que eles não pretendem esconder nem a adoção e nem os problemas de saúde e que apesar de muita gente achar o gesto deles nobre, a percepção do casal é outra. "As pessoas falam que a gente está fazendo uma grande coisa, mas não é só a gente. Acredito que ele quem está nos trazendo alegria e nos mudando para muito melhor", diz.
Entre 202 pais, eles foram os "escolhidos". "Tenho para mim que as coisas não podem acontecer tão aleatoriamente. Comentaram que nós seríamos o número 80 da lista. Tiveram pais que não queriam a criança, outros que não puderam pegar por falta de recurso e vim parar justa na gente? Eu acredito que tem que ter um destino para isso", crê o pai.