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Comarca de Sidrolândia sediará 1º Encontro Estadual de Adoção de MS

Autoridades e profissionais ligados à Infância e Juventude do Estado estiveram reunidos no Fórum de Sidrolândia, sob o comando do juiz Fernando Moreira da Silva para discutir a realização do 1º Encontro Estadual de Adoção que acontecerá nos dias 29 e 30 de abril. O encontro contou com a presença de servidores da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do TJMS para dar suporte e consultoria à reunião de trabalho.
No encontro foram definidas as diretrizes básicas do evento, juntamente com os cinco grupos de apoio à adoção de MS: Grupo de apoio à adoção Manjedoura (GAAM) de Coxim; Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Vida (GEAAV) de Campo Grande; Grupo de Apoio à Adoção de Dourados - GAAD - Acolher; Grupo de apoio à Adoção Ato de Amor (GRAATA) de Três Lagoas e Associação Familiar de Apoio ao Grupo de Adoção (AFAGAS) de Sidrolândia.
O evento será realizado na Comarca de Sidrolândia, com a parceria do Tribunal de Justiça e da Coordenadoria da Infância e Juventude, entre outros. O encontro será composto por mesas redondas, oficinas e palestras.

Encontro nacional de famílias homoafetivas

O grupo Entre Lacos, que reúne famílias homoafetivas, esta organizando o 2º Encontro Nacional de Famílias Homoafetivas. O evento será em outubro, em Avaré, SP. Esse evento tem como objetivo, o encontro entre crianças que possuem dois pais ou duas mães, fazendo com que os mesmos fiquem empoderados e lidem melhor, de forma mais serena com os preconceitos que possam enfrentar.
Mais informações na página do facebook do grupo: https://www.facebook.com/grupoentrelacos

Doenças Tratáveis e Não Tratáveis

Você ja parou para pensar sobre esse assunto?
Lemos uma publicação num site e resolvemos compartilhar.
Ao final o link da reportagem.

Na época que estávamos conversando sobre o perfil do nosso filho, pesquisamos muito sobre o que seriam doenças não tratáveis, doenças tratáveis leves e doenças tratáveis graves. Queríamos uma lista de doenças e a sua classificação. Ou queríamos encontrar depoimentos de adotantes que têm filhos com doenças tratáveis graves, por exemplo, para entender o que era uma doença desse tipo. Nós passamos por uma fase que é comum durante o processo, que é querer saber se estávamos preparados e se tínhamos estrutura para cuidar de uma criança doente. Não achamos as respostas. Sem dados e fatos, nós simplesmente decidimos dizer “sim”. Decidimos que nosso filho não seria escolhido por seus possíveis problemas de saúde.
Além de não haver clareza nesses critérios, também é bom saber que as crianças disponíveis para adoção não passam por um check-up médico completo para que toda e qualquer doença que tenham seja diagnosticada. Isso significa que um pretendente pode escolher não adotar uma criança com problema de saúde tratável grave e se deparar com uma doença grave logo depois. Claro que o fórum irá passar para os papais adotantes todas as informações disponíveis sobre a saúde da criança. Mas após a adoção, vale o sentimento incondicional: a saúde do filho não é condição para que ele seja mais ou menos querido pela família.
Nossos filhos são super saudáveis. São crianças lindas e curiosas, que comem bem, dormem bem, olham nos olhos, se comunicam, brincam muito, imitam, aprendem, dão risadas e gargalhadas, fazem birra, ficam bravos, ficam felizes e sabem amar. E cada um deles tem alguns probleminhas de saúde. Desde que chegaram, passamos por duas cirurgias no crânio, uma pneumonia grave (tratada com remédios, inalações e 20 sessões de fisioterapia respiratória), algumas febrinhas, resfriados, uma virose e sessões de fonoaudiologia para estimular a deglutição de saliva (e evitar que o bebê fique babando o dia todo).
Quando eles ficam doentes, ficamos preocupados e tentamos fazer o melhor, porque queremos que eles fiquem sempre bem. Dá trabalho levar ao médico, acompanhar sessões de terapia, medicar, fazer inalação, dormir no hospital, trocar curativo etc., mas são coisas que mamãe e papai fazem com muito carinho. Problemas de saúde são “detalhes”. Na maior parte do tempo, estamos mais preocupados em escolher as brincadeiras e passeios mais legais para fazer com eles, adaptar a casa para que eles possam circular em segurança, organizar os brinquedos e as coisinhas deles, preparar refeições gostosas e saudáveis, escolher a melhor escolinha. Se tivéssemos colocado restrições com relação à saúde da criança, hoje não seríamos papais super felizes pensando em como deixar nossos filhos mais felizes.

Fonte: http://papaisadotantes.com/2012/12/19/doencas-trataveis-e-nao-trataveis/

Adoção por Opção - Por Denise Marques



Linda história de amor contada por uma mãe que, juntamente com o esposo, decidiram tornar adoção a primeira forma criar de uma família.

"Nossa vontade sempre foi ter filhos, mas nunca sonhei ou sequer me imaginei gerando um bebe, na verdade essa ideia me assusta um pouco...
Ficamos dez anos casados e adiando a chegada do filho, ambos com medo de dizer um ao outro que não gostaríamos de gerar um filho (sim, meu marido também abominava a ideia de ver sua esposa gravida).
Ao final dos dez anos decidimos que chegara a hora de ter filho, parei com as pílulas e para meu alivio e satisfação não fiquei gravida no primeiro mês, corri ao médico e o mesmo disse que eu deveria esperar, pois meu organismo precisava “limpar” devido ao uso intenso de anticoncepcionais. Chegando em casa o que limpei foi a mente e a conversa tão adiada chegou...
Conversamos por horas sobre nossos medos e a nossa vontade de ter filhos e nosso alivio foi imediato, então saímos em busca de sites e informações sobre adoção.
Decidido, era a hora de comunicar a família, e eu disse comunicar, não consultar.
Parecia simples e foi, porém curioso, pois quando dissemos que iriamos adotar, reagiram muito bem, mas quando concluímos o assunto dizendo que não teríamos filhos biológicos por opção, reagiram instintivamente em oposição:
-Mas se tu pode engravidar, porque não vai ter um filho TEU?
As pessoas tendem a achar que filho por adoção é a única opção, somente, em casos de infertilidade, mas não é!
Os filhos adotivos não nascem da gente, mas são nossos e pronto!
Em meio a nossa busca de informações visitamos abrigos, conhecemos realidades e vimos além do que já estávamos preparados. Enchemos nossos corações de esperança e amor. Foram muitos sentimentos, mas o maior foi a sensação de egoísmo em ter pensado em gerar uma criança se haviam tantas ali na nossa frente, orando e desejando mais do que nós uma família e poderíamos completar nossas orações, juntos.
Chegamos ao Instituto Amigos de Lucas e lá nos preparamos mais ainda para a adoção, nos despimos de “pré-conceitos”.
Nossa habilitação em Canoas durou 9 meses, sim exatos 9 meses.
Nosso perfil era 2 crianças, devido a nossa idade, a criança poderia ter no máximo 10 anos, logo nosso perfil era de 2 a 9 anos sem gênero e cor definidos, e podíamos viajar para alguns estados.
Quando colocamos uma idade no papel da ficha de perfil, não vemos rostos, crianças... eu vi quando visitei os abrigos e justamente pela nossa crença espirita, sabia que não seria o papel ou meu desejo de ver a primeira silaba ser pronunciada por um filho ou pelo meu desejo de leva-lo ao primeiro dia de aula que impediria que ele me encontrasse nesta vida e por isso não colocamos restrições ao perfil, exceto deficiência física e doenças não tratáveis, pois não temos estrutura física e financeira, para dar a melhor assistência.
Não ficamos uma semana na fila de adoção.
Nossa cegonha (Rosi) nos ligou no feriado de 1 de maio, dia do trabalhador e ela estava trabalhando no que ela mais ama...
Os meninos nos esperavam em MG.
Fomos ao encontro mais emocionante de nossas vidas em 29/05/14 não dormi o mês inteiro.
Como os meninos tinham 4 e 6 anos e já haviam sido devolvidos, precisaríamos ficar 15 dias para adaptar a convivência e traze-los com a guarda provisória.
Ficamos 15 dias em uma casa anexo ao abrigo, sorte que só havíamos comprado previamente nossas 4 passagens de volta e que financeiramente não poderia trazer mais dois filhos, pois digo para a assistente social do abrigo de MG ate hoje, que assim que meus outros dois filhos forem destituídos eu irei busca-los, um de 10 e outro de 12.
Vitor e Felipe nos encontraram no pátio do abrigo, Felipe lembra em detalhes do dia que nasceu... lembra que saiu mais cedo da escola porque a coordenadora disse que ele deveria conhecer alguém. Foi o melhor abraço que já ganhei.
No primeiro dia de convivência os meninos não sabiam que seriamos seus pais, mas eles no fundo sabiam e o Felipe já perguntou no primeiro dia: - Porque vcs não nos adotam?
Fomos nos conhecendo e nos permitindo que esse reencontro fosse o mais natural possivel
Quando chegaram em casa, na nossa casa, reviraram as gavetas da cozinha, meu guarda-roupa, as malas, passaram meu desodorante no cabelo deles, meus cremes, estavam explorando o novo mundo, a nova casa.
Eles têm as mesmas manias que eu e o Rafael tínhamos, fazem as mesmas birras que fazíamos quando tínhamos a idade deles, imitam o papai caminhando involuntariamente, mas são fisicamente diferentes, ainda bem, ia ser muito chato se fossemos iguais em tudo.
Vitor e Felipe são irmãos típicos... brigam entre eles, brincam, sem defendem, se ajudam e como se isso fosse preciso, se esforçam muito para nos agradar, percebemos nos detalhes, pois eles ainda estão aprendendo a demonstrar os sentimentos.
Logo no inicio perguntei ao Vitor que na época tinha 5 anos porque brigava tanto na escolinha, qual era o problema?
Ele disse que brigava, para que a professora nos ligasse e a gente fosse correndo buscar ele, porque ele queria ficar só com a gente...
Era a forma dele dizer que nos amava e sentia nossa falta.
Fomos feitos um para o outro, na medida exata." 

Mais de 1/4 dos pretendentes do país já aceita adotar irmãos

Em cinco anos, índice sobe de 17% para 28%, segundo dados do CNJ.
Hoje, 69% das crianças que aguardam uma nova família possuem irmãos.


Clique na imagem acima e leia a matéria!


Trabalho voluntário escrito pela Suzana enviada para o ANGAAD

O trabalho voluntário tem a sua especificidade. É uma opção pessoal de cada pessoa individualmente. A pessoa faz porque quer, porque gosta, porque acha importante. Se temos que cobrar as pessoas para fazer algo que deveria ser feito espontaneamente, deixa de ser voluntário! O que muitas pessoas esquecem é que a partir do momento que decidimos fazer, torna-se compromisso e responsabilidade! Muitas pessoas entendem que o trabalho voluntário deve ser feito no tempo que sobra após todas as outras coisas da vida... Ou seja, "farei quando tenho tempo ou se tenho tempo". Perspectiva incorreta! A partir do momento em que assumimos um trabalho voluntário, precisamos reservar tempo para fazê-lo. O tempo é uma questão de prioridade! Se não tenho tempo para determinada coisa é porque não é minha prioridade naquele momento. Aqui em casa, entendemos o nosso trabalho na adoção como missão de vida. Fazemos porque amamos fazer! E ponto final! Trabalhamos com alegria, com dedicação e com amor. Mesmo que ninguém mais queira fazer, vamos continuar fazendo. E, para isso, sacrificamos sem queixas e com satisfação outras coisas, garimpamos espaços inexistentes na agenda, fazemos malabarismos para atender todos os lados com o mesmo carinho e atenção. Não estamos focados nos fazeres ou não fazeres de nossos companheiros de viagem! Apenas seguimos fazendo do jeito que podemos, do jeito que sabemos e nas condições que temos! Se temos a companhia de outros viajantes é muito mais gostoso, mais prazeroso e mais proveitoso! Não economizamos esforços, palavras e exemplos para motivar caminhantes, mas, se não houver, seguimos mesmo assim. Não podemos desanimar se nossos companheiros de viagem tem outras perspectivas, necessidades ou prioridades. Não podemos deixar que o não investimento de outras pessoas corrompa a nossa fé e a nossa determinação! Se os outros não querem ou não podem fazer, não significa que eu deva entrar na mesma onda e também não faça. É preciso seguir, nem que seja um passinho de cada vez. Enquanto algumas pessoas ainda acreditarem no amor incondicional e que mudanças são possíveis através dele, o mundo não estará perdido. Ainda há esperança! Eu acredito!!! Avante!