Hoje existem diversas formas de nascer, diferente de antigamente onde se nascia da mãe biológica ou se era adotado. Atualmente, com o desenvolvimento das técnicas de fertilização assistida, têm-se novos modos de se vir ao mundo, entre eles: óvulo doação, ovo doação, barriga de outra mulher. Isso pode ajudar a inserir a criança adotada na sociedade e talvez diminuir os preconceitos em relação a ser filho adotado.
Entretanto, se os preconceitos a respeito da adoção diminuíram nos ltimos anos, o processo de adoção tem sido uma via-crúcis ercorrida tanto por quem se interessa em adotar uma criança no Brasil
quanto para a criança a ser adotada, que permanece por longos anos nos abrigos de proteção com todos os conhecidos danos decorrentes.
Acolher uma criança em adoção é construir com ela uma história em comum, mediante um entrelaçamento entre a “bagagem” da família que adota e a “bagagem” que a criança traz. Entende-se por “bagagem” a integração de muitos fatores como a hereditariedade, as condições socioculturais, as fantasias, os sonhos, as expectativas, os mitos, as crenças...
Uma criança tem o direito de possuir uma família, capaz de suprir suas necessidades de crescimento físico, afetivo-emocional, social e intelectual. Existem adultos solicitantes de uma adoção, mas o ideal seria a existência de adultos que se declarem capazes da disponibilidade necessária para adotar criança.
Foi sancionada a nova Lei da Adoção. Pelas novas regras, as crianças e os adolescentes não devem ficar mais que dois anos nos abrigos de proteção. Esse dispositivo legal tem como um dos objetivos encurtar o caminho judicial entre as 80 mil crianças e adolescentes vivendo em abrigos no País e as futuras famílias.
A nova lei prevê que, antes de a criança ser encaminhada a um abrigo, sejam esgotadas as possibilidades de acolhimento pela própria família. No caso de perda do pai e da mãe, por exemplo, tios, avós e parentes próximos serão estimulados a assumir a criança. Porém, neste caso, existe a possibilidade da destituição ser dificultada e a criança precisar permanecer em uma família que foi negligente, que a maltratou, por exemplo.
Antes da nova lei, a estimativa média para o término de um processo de adoção era de três anos e sete meses. Agora, mediante o novo texto legal, o juiz terá no máximo um ano para decidir a destituição de uma criança de uma família por motivo de abandono ou maus-tratos e possibilitar a adoção por outra família.
Entretanto a exigência de perfil é um dos entraves. Recém-nascidas brancas são as preferidas por 50% para adoção. A espera para adotar uma criança com essas características pode demorar muitos anos, pois existe uma longa fila. Crianças de mais de quatro anos, por outro lado, permanecem por vários anos nos abrigos, podendo chegar à adolescência sem chances de adoção.
Há uma exigência frequente dos pais que as crianças a serem adotadas sejam brancas, meninas e tenham até dois anos. Tal exigência advém de preconceitos: é difícil se criar uma criança cuja cor favoreça discriminação, do mesmo modo que se acredita que os meninos sejam menos dóceis, mais agressivos. Em síntese, muitas pessoas aderem ao mito de que essas duas condições complicam criar e educar um filho adotivo.
Mais frequente ainda é a condição de que a criança seja bem jovem.
Tal condição, diferente das anteriores, não é baseada em preconceitos. Sabe-se que a relação pais-filhos, desde o inicio da vida, é altamente constitutiva para a mente da criança. Assim, é compreensível a preocupação, das pessoas que desejam adotar uma criança, de que o contato com o filho se estabeleça o mais cedo possível.
Existem também pessoas que preferem adotar crianças ao redor do primeiro ano de vida, quando se pode ter mais certeza a respeito de um desenvolvimento neuropsicomotor adequado.
Assim, quase não existe a preferência por crianças com idade mais avançada, que, em geral, passaram os primeiros ou alguns anos de suas vidas em orfanatos ou instituições similares. Sobre elas são projetadas com mais intensidade as fantasias de que não irão se adaptar à nova família.
Tentativas para evitar uma longa estadia nos abrigos de proteção têm sido feitas, tanto no Brasil, quanto em outros países, como, por exemplo, na Itália com o sistema de “Affido” e nos Estados Unidos com o modelo de “Foster family”.
Esses sistemas, acima mencionados, possibilitam uma “família substituta” ou uma “adoção temporária”, cuja vantagem é possibilitar à criança de idade mais avançada, a convivência em família, ou seja, a experiência de “estar - com”. Em muitos casos, essa experiência “temporária” acaba resultando em uma adoção definitiva. A nova lei brasileira de adoção visa evitar a longa estadia nos abrigos, à medida que agiliza todo o processo, evitando a longa institucionalização, pode ser benéfica para todos: às crianças e aos adultos com disponibilidade para adoção. Porém, só uma mudança na legislação não será suficiente. Sabe-se que existe um número insuficiente de assistentes sociais, de psicólogos, de equipes técnicas e a centralização de muitos processos em um único juiz, o que acaba resultando na demora exagerada em todas as etapas que passam os pais interessados em acolher uma criança.
Além disso, novas medidas que favoreçam a acolhida das crianças maiores, usualmente não preferidas para a adoção, precisarão ser pensadas e colocadas em prática. A infância passa rápida e não deve ser passada em instituições abrigo.

Roque Theophilo


O capítulo adoção de filhos é ainda um tabu quer para o casal, os familiares e amigos.
Além do mais por tantas facetas que apresenta seriam necessários, centenas de artigos para encarar todos os ângulos do complexo assunto
Em primeiro lugar um casal que pretende adotar uma criança deve ter em mente que o processo de adoção é de competência exclusiva do Poder Judiciário.
Os juízes das Varas da Infância e da Juventude é que definem a situação de crianças e adolescentes, declarando se estão aptos a serem adotados. Dentro de sua área de jurisdição, compete a cada juiz aprovar a inscrição de casais em cadastro específico e decidir sobre os pedidos de guarda e adoção. Os interessados devem comparecer pessoalmente a essas Varas.
As crianças órfãs, abandonadas, vítimas de qualquer forma de abuso, exploração e violência, ou cujos pais perderam o pátrio poder, e que foram abrigadas em instituições, dependem de ordem do juiz para serem removidas dos abrigos, encaminhadas à guarda provisória de famílias substitutas, ou adotadas, após os procedimentos regulares de habilitação e adoção.
A adoção de uma criança é precedida de muitos palpites devendo os pais ter uma determinação produto de um planejamento de que desejam uma criança para criar, em última análise a adoção, é um legítimo ato de amor, porque é produto de uma reflexão ao contrário do filho biológico que muitas vezes nasce em razão de uma relação sexual e portanto não estava programado.
O Preconceito
É comum, o primeiro questionamento com referência a origem da criança, principalmente se os traços não estejam dentro dos padrões do "manequim" que os palpiteiros tentaram estabelecer isto é descrevendo como se os adotantes fossem numa loja comprar uma boneca
Outro aspecto é que há sempre um desejo explicito de só desejarem crianças recém-nascidas.
Há também um comportamento estranho quando os adotantes na maioria das vezes tentam ocultar e evitar contar a verdade criando um mecanismo de tornar a adoção semelhante a concepção natural"
Quando os pais devem contar a criança que é adotiva
Não faltará a ocasião para a criança indagar aos pais quer por uma ação instintiva ou quer por ouvir de outras pessoas.
Quando a criança perguntar os pais devem estar psicologicamente preparados para responderam a criança todas as perguntas que lhe forem formuladas sem esconder nada não esquecendo que a inteligência da criança não pode ser sub-estimada pois que quando se deixa de dizer uma meia verdade é que a estima da criança aos pais adotivos cai totalmente por terra
Fantasiar a verdade é um sério risco porque a mentira tem pernas curtas e um dia ela captará a contradição
O Mito que o filho adotivo mais cedo ou mais tarde vai ser problemático
É absurdo tal preconceito pois que também os filhos biológicos acarretam aos pais sérios problemas comportamentais.
É evidente que a criança adotiva pode criar problema quando os pais ocultam a sua situação, e ao tomar conhecimento poderá experimentar um comportamento de revolta.
A grande preocupação dos adotantes é quando as crianças querem saber quem são os seus pais verdadeiros, de onde vieram e chegam muitos a querer conhecê-los.
Ai o bom senso determina que a criança seja atendida no seu anseio, e é evidente, se a adoção não foi bem estruturada podem surgir problemas de a criança ficar com os sentimentos divididos. A intervenção de um especialista é necessária no caso.
Mas, se o casal é amoroso, compreensivo e estabelece uma relação sadia com os familiares de origem, a criança irá com auxilio psicológico superar o drama do abandono que na sua cabeça não deixa de ser dramático.
Daí toda a adoção deverá ser feita dentro dos moldes jurídicos, pois que tais fatos podem ocorrer quando pessoas desinformadas acreditam que é mais fácil adotar uma criança recebendo-a da própria mãe biológica e registrando-a como se fora filha, nascida da união dos pais adotantes. Mas não é. Este tipo de adoção é irregular e, na verdade, até fraudulento. Escolher ou receber uma criança por doação de uma mãe biológica que não tem condições de criar o filho para depois legalizar a situação, não é um caminho aconselhável, pois que o casal pode se frustrar quando a adoção não for concedida, e se a criança tiver que voltar para um orfanato.
Importa ressaltar que as adoções cancelam os vínculos familiares anteriores, e cria um novo vínculo definitivo, não permitindo quaisquer questionamentos futuros. Portanto sendo regular é absolutamente sigilosa a origem e destino dos adotados torna mais segura a relação dos pais adotivos..
Nova dimensão de adoção tecnológica : os filhos de proveta
Muitas mulheres estéreis sem causa aparente fazem várias inseminações sem resultado e muitas vezes pelo fato de também o esposo sofrer de azoospermia (ausência de espermatozóides vivos no sêmen), recebem embriões até por doação de mães que não pretendendo ter mais filhos fazem doações de embriões excedentes do processo de FIV (fertilização in vitro. Daí engravidam. Eis mais um novo capítulo de um filho adotivo.

Eleições

Este ano temos eleição para compor a nova diretoria do Geaa-vida.
Será em maio para ser empossada no inicio de junho.
Se você tiver interesse em compor uma chapa para concorrer às eleições, entre em contato conosco.
O grupo precisa se manter fortalecido!
Contamos com a sua participação!

Psicologia & Adoção

Há que se ter coerência na vida!
Uma das coisas mais difíceis é a construção de um novo conceito, seja social ou científico no sentido essencialmente pedagógico. Modificar conceitos; criar novos padrões de comportamento; educar as pessoas dá trabalho, são lutas, movimentos sociais, batalhas silenciosas, até mesmo uma revolução ou tragédia pode modificar um conceito ou uma postura. Os fenômenos sociais estão aí mesmo para provar isso, hoje percebemos que o que antes era apenas “tirar onda” “apelidar” “xingar dando risada” ou mesmo um “zoar com o outro”, hoje, chamamos de Bowling; um novo conceito se formou, veio à tona que humilhar o outro é uma forma cruel de agressão que precisa ser estudada, precisa ser esclarecida a ponto de ser realmente percebida ao menor sinal e precisa, principalmente ser coibida. Mas o que é efetivamente o Bowling? Precisa ter ou atingir efetivamente pessoa certa e determinada? Precisa ser concretizada a certa pessoa? ou a
indução psicológica também é bowling? E as ofensas indiretas, aquelas ditas de “soslaio” também se enquadram neste conceito? Ressaltar esta ou aquela característica de uma pessoa de forma negativa generalizando a peculiaridade é bowling? É aí que está a sutileza do Bowling indireto.
O Brasil perplexo desde ontem, um desequilibrado psicológica e emocionalmente, digno de misericórdia, é autor de uma das mais terríveis tragédias que o Brasil já teve notícia. E, ele, o autor, imaginem, não foi criado pela mãe biológica, diz a imprensa sensacionalista, ele era FILHO ADOTIVO! Ele FOI ADOTADO quando ainda era um bebê!
Quando é para falar de bowling, de humilhações entre adolescentes a imprensa vibra, rodas de jornalistas, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos são formados para discutir sobre o episódio, até aí está tudo certo. O que não se percebe e nem se dá conta é que generalizar, ressaltar a adoção de forma negativa, seja na imprensa, seja na mídia em geral, também é bowling, e pior, é uma forma de disseminar uma espécie de bowling social que sutilmente atinge muitas pessoas de forma generalizada, mas com a mesma crueldade que as situações concretamente postas nos exemplos atuais do bowling.
É incoerente a imprensa dizer que a sociedade brasileira nunca foi tão aberta à adoção; que crescem os números de pais no Cadastro Nacional de Adoção diariamente, reportagens sobre os “abrigos”, crianças à espera de pais, preconceitos de adotantes quanto às características do futuro filho, tudo se fala buscando divinizar a adoção, chego a ver as lágrimas nos olhos de repórteres quando falam de adoção, mas, se um filho por adoção, comete uma barbaridade; pronto! O que a imprensa diz? ELE É ADOTADO, demoniza-se o instituto, sem se importar que, milhares de brasileiros são filhos por adoção e que durante muito tempo serão olhados como “portadores de genes” iguais aos do algoz de Realengo.
Precisamos nos manifestar, precisamos mostrar que os filhos adotados são milhares e que não estão no abismo do desequilíbrio psicológico motivados pelo processo de filiação, se abrirmos os jornais hoje, amanhã ou depois de amanhã, constataremos que crimes bárbaros não são peculiares da filiação adotiva, e que ser filho adotivo não é a força propulsora da indignidade, do desequilíbrio psicológico.

Notícia

Mulher que adotou uma criança de cinco anos de idade deve receber salário-maternidade do Instituto Nacional do Seguro Social por 120 dias. A decisão é do juiz Leonardo Müller Trainini, da 2ª Vara do Juizado Especial Federal Previdenciário de Blumenau. A vitória da mulher pode ser creditada à uma lei editada em 2002, que
alterou a Consolidação das Leis do Trabalho, estendendo às mães adotivas o direito à licença e ao salário-maternidade. Antes disso, outra lei presente tanto na Lei de Benefícios da Previdência Social (LBPS) quanto na CLT classificava o tempo que a mãe adotiva poderia ficar em casa conforme a idade da criança. Esse tempo variava de 120 dias, para crianças até um ano, e30 dias, para crianças entre quatro e oito anos. A regra foi suprimida da CLT em 2009, mas não da LBPS.
Ele observou, ainda, que “o escalonamento contido na legislação anterior, além de destoar da norma constitucional, emprestava maior óbice à já árdua tarefa de se buscar famílias dispostas a adotar crianças com idade superior a um ano”. Ele lembrou que, quanto mais velha a criança, mais difícil é o período de adaptação ao novo lar. Com informações da Assessoria de Comunicação da JF-SC.